Feijão, por Ibrafe: Cenários para o abastecimento entre janeiro e março de 2021
Apesar do momento com maior volume de negócios do varejo, ainda não chegam notícias tranquilizadoras. Grandes redes venderam, segundo fontes confiáveis, na média, no Brasil, 65% da venda normal neste início do mês. Há promoções ainda a R$ 5 por quilo de Feijão na tentativa de atrair os consumidores. No entanto, até agora, para atender mesmo esta demanda considerada ainda aquém do normal, tem se mantido a comercialização em bom nível no campo.
Com a procura atual, os produtores aproveitam para vender todos os Feijões que, por razões diversas, não se enquadram no padrão extra. Assim, são Feijões que pegariam no máximo R$ 210/220, base Minas Gerais, 20 dias atrás, agora já encontram compradores que se encaixam perfeitamente neste padrão de mercadoria e chegam a pegar R$ 240/250. No Mato Grosso, onde há Feijões nota 9, mas com umidade de 10% ou menos, os produtores têm recebido ofertas de até R$ 250, mas não são poucos que têm preferido esperar.
Feijões nota 8 naquele estado têm compradores dispostos a pagar R$ 230, mas também os empacotadores têm conseguido comprar menos do que gostariam. Ontem, um volume razoável de negócios foi reportado por empacotadores e produtores e mantiveram os níveis entre R$ 280/290 em São Paulo em Minas Gerais R$ 250/265 e em Goiás R$ 250/270 já no Tocantins até R$ 270. Neste momento, podemos já projetar os volumes a serem disponibilizados até o mês de abril de 2021. Tão importante quanto ter noção do potencial da oferta é saber em que momento ela ocorrerá.
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