Custo estratosférico (R$ 4,25/kg em outubro) aniquila competitividade do frango, diz Avisite
Considerada a notícia, recente, de que será natural concluir como é difícil a situação dos produtores dos demais Estados.
De acordo com o levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves, em outubro o custo de produção do frango no estado do Paraná sofreu alta mensal de 14,25% e anual de 44,07%, índices que elevaram esse custo a valores estratosféricos: R$4,25/kg.
Supondo-se que esse tenha sido o mesmo custo experimentado, por exemplo, pelos produtores paulistas, na maior parte de outubro o setor teria operado com prejuízo, pois o preço médio de R$4,28/kg registrado no mês só foi obtido graças às altas do final do período.
Mas até essa conclusão é absolutamente falsa, pois, conforme notícias recentes, no Paraná os produtores de frango têm um custo 19% menor com o milho, Ou seja: o prejuízo nos demais estados é muito maior e vem de meses anteriores, não apenas de outubro.
O pior, porém, é que esse custo aniquila a competitividade que a carne de frango proporciona frente às demais carnes. Em outubro, de acordo com o Procon-SP, ao preço da mesma quantidade (1 kg) de carne de primeira, de carne de segunda sem osso e de salsichas avulsas (hoje, o concorrente mais próximo do frango) foi possível adquirir, respectivamente, 4,3 kg, 3,4 kg e 1,4 kg de carne de frango. Mas essa possibilidade está se esvaindo.
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