Temores sobre nova cepa de vírus levam ações europeias a pior liquidação em quase 2 meses

As ações europeias tiveram firme queda nesta segunda-feira, na pior sessão em quase dois meses, com a rápida disseminação de uma nova cepa do coronavírus forçando restrições mais rígidas na Inglaterra e a proibição de viagens por vários países.
O índice FTSEurofirst 300 caiu 2,38%, a 1.492 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 2,33%, a 387 pontos, seu menor patamar desde meados de novembro.
O Reino Unido impôs um lockdown e reverteu planos para reduzir as restrições durante o Natal, já que a nova cepa é até 70% mais transmissível do que a original.
Vários países de todo o mundo fecharam suas fronteiras com o Reino Unido, com a proibição da vizinha europeia França também incluindo transportadoras de carga.
Uma queda na libra limitou as perdas no FTSE, de Londres.
"Os mercados estão cambaleando com a última reviravolta na crise do coronavírus, que ofuscou as perspectivas para o restante de 2020 e grande parte do primeiro trimestre de 2021", disse o diretor de investimentos da AJ Bell, Russ Mold.
As ações de viagens e lazer registraram seu pior dia em três meses.
Em LONDRES, o índice Financial Times recuou 1,73%, a 6.416,32 pontos.
Em FRANKFURT, o índice DAX caiu 2,82%, a 13.246,30 pontos.
Em PARIS, o índice CAC-40 perdeu 2,43%, a 5.393,34 pontos.
Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve desvalorização de 2,57%, a 21.410,51 pontos.
Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 3,08%, a 7.789,80 pontos.
Em LISBOA, o índice PSI20 desvalorizou-se 2,20%, a 4.658,49 pontos.
0 comentário
Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição