Minério de ferro recua na China após medidas de bolsa para limitar negociações

Os futuros do minério de ferro na China e em Cingapura recuaram nesta terça-feira de níveis recorde tocados na véspera, depois que o regulador de mercado chinês ampliou esforços para conter negociações especulativas na commodity com melhor desempenho em 2020.
O contrato do minério de ferro para entrega em maio na bolsa de Dalian encerrou o pregão do dia com queda de 4,8%, a 1.055 iuanes (161,04 dólares) por tonelada, após cinco sessões consecutivas de ganhos.
A bolsa de commodities de Dalian anunciou limites para abertura de posições em um único dia a partir desta terça-feira.
Em um comunicado em separado, a bolsa também propôs reduzir alguns limites para posições nas operações em mais da metade para os futuros do minério de ferro, visando "fortalecer o gerenciamento de risco".
O movimento veio após fortes compras especulativas nos últimos dias que levaram a um pedido de grandes siderúrgicas chinesas por uma investigação regulatória. Antes, em 3 de dezembro, a bolsa já havia anunciado um limite para as operações com o contrato mais ativo do minério de ferro, para maio.
A bolsa disse que irá "ajudar dinamicamente o limite de negociação de acordo cm as condições do mercado".
Na bolsa de Cingapura, o minério de ferro recuava 6,9%, para 162,83 dólares por tonelada.
Os preços do minério de ferro mais que dobraram em 2020 e ele caminha para ser a commodity com melhor desempenho dentre as principais negociadas no mercado global, pelo segundo ano consecutivo.
No aço, o vergalhão na bolsa de Xangai recuou 0,3%.
0 comentário
FPA alerta para "tempestade perfeita" no agro: sem crédito, seguro e alto endividamento
Ibovespa renova recordes, mas queda de Petrobras adia marca inédita dos 200 mil pontos
Dólar fecha estável, abaixo dos R$5,00, com esperança de acordo entre EUA e Irã
Rubio diz que conversas "históricas" entre Israel e Líbano deveriam chegar a acordo sobre estrutura para paz
Seis navios dão meia-volta devido ao bloqueio do Estreito de Ormuz, dizem militares dos EUA
FMI adverte que guerra no Oriente Médio eleva riscos à estabilidade financeira