China descobre trabalho ilegal com sementes transgênicas de milho e algodão

O Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China disse nesta terça-feira que encontrou oito empresas e institutos que produziram ou realizaram pesquisas de forma ilegal com sementes geneticamente modificadas.
Estão entre eles duas empresas de comercialização de sementes da província de Liaoning, no nordeste do país, e duas produtoras de milho da província de Xinjiang, que fabricavam sementes transgênicas do cereal. O ministério disse que as sementes foram confiscadas e as empresas multadas.
A China não permite a fabricação ou plantio de milho geneticamente modificado.
O anúncio do ministério, de que descobriu produção ilegal de sementes transgênicas, é o primeiro em anos.
A pasta também destacou quatro casos de pesquisas ilegais com algodão geneticamente modificado. Embora o algodão transgênico seja permitido na China, o ministério disse que os institutos e as empresas envolvidas estavam trabalhando em genes que não haviam sido previamente autorizados.
O alto escalão do governo chinês indicou no ano passado que a biotecnologia faria parte de uma campanha com objetivo de melhorar a segurança alimentar, sinalizando que Pequim poderia dar mais um passo em direção à comercialização de novas sementes geneticamente modificadas.
Retirar as sementes transgênicas ilegais do mercado, que possuía ampla disponibilidade dos produtos em anos anteriores, seria uma medida necessária antes que os transgênicos regulamentados pudessem ser comercializadas, segundo especialistas.
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