Após queda forte na sessão anterior, soja trabalha com estabilidade em Chicago à espera do USDA
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A Bolsa de Chicago opera, na sessão desta terça-feira (30), com estabilidade para os preços da soja, depois da queda forte da sessão anterior. O comportamento cauteloso dos investidores reflete as expectativas pelos novos relatórios que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz hoje, ajustando suas posições antes dos novos números.
Por volta de 7h35 (horário de Brasília), as cotações registravam ligeiras perdas, as quais variavam de 1,50 a 1,75 ponto, levando o contrato novembro - que é o mais negociado agora - a US$ 11,37 por bushel. O mercado adota a famosa postura de "esperar para ver", evitando grandes posicionamentos antes da abertura oficial dos dados oficiais revisados.
Os analistas projetam, em média, uma leve revisão para cima na área de soja dos EUA em relação às intenções de plantio divulgadas em março (que eram de 84,7 milhões de acres). A expectativa média do mercado gira em torno de 85,4 milhões de acres.
Para a projeção do mercado para os estoques americanos em 1º de junho, o mercado aponta para uma média de 1,051 bilhão de bushels. Se confirmado, será o maior volume para o período desde 2020, embora o forte ritmo de esmagamento doméstico possa trazer surpresas.
Além das expectativas, os operadores também monitoram as previsões climáticas para o verão no Meio-Oeste americano. O início de um padrão meteorológico mais quente e seco nos EUA acende o alerta para o potencial produtivo da nova safra, o que atua como um suporte técnico. No entanto, até este ponto, as lavouras se desenvolvem bem, sem qualquer grande ameaça ao potencial da safra 2026/27.
Analistas apontam que qualquer desvio considerável entre os dados reais do USDA e as expectativas do mercado pode intensificar a volatilidade nas negociações.
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