Mapa registra 67 defensivos agrícolas genéricos, incluindo biológicos
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) publicou nesta quinta-feira (25) o Ato nº 9, no Diário Oficial da União, que traz o registro de 67 defensivos agrícolas que poderão ser usados pelos agricultores, os chamados produtos formulados. Entre os produtos registrados, 13 deles são biológicos para controle de pragas, de acordo com o Departamento de Sanidade Vegetal e Insumos Agrícolas, da Secretaria de Defesa Agropecuária.
Dos defensivos registrados, três são produtos com ingredientes ativos inéditos, sendo dois de origem biológica a base de Bacillus velezensis e um de origem química a base de Tiencarbazona e Isoxaflutol. Os outros 64 produtos utilizam ingredientes ativos já registrados anteriormente no país.
Esses novos registros são importantes, pois diminuem a concentração do mercado de defensivos e aumentam a concorrência.
Produtos biológicos e ativos inéditos
O produto químico novo é um herbicida para controle de diversas plantas daninhas, tanto de folha estreita quanto de folha larga, na cultura do milho.
Já os dois produtos biológicos, com o ingrediente ativo inédito registrado, são recomendados para controle da fusariose, que é uma doença causada pelo fungo Fusarium solani que provoca apodrecimento das raízes das plantas, podendo atingir uma variedade de culturas. Outra praga que pode ser controlada com esse produto é Meloidogyne incógnita, um nematóide que ao se hospedar nas raízes das plantas gera ao seu redor uma massa causando protuberâncias nas mesmas, isso faz com que as raízes se pareçam com galhas, sendo conhecido como nematoide-das-galhas.
Os outros 11 produtos biológicos são compostos por microrganismos das espécies Bacillus e Metarhizium, bem como Baculovirus.
Os produtos fitossanitários que utilizam agentes de controle de baixo impacto são alternativas de controle para os agricultores no combate às pragas, ao mesmo tempo que contribuem para a sustentabilidade da agricultura nacional.
Todos os produtos registrados foram analisados e aprovados pelos órgãos responsáveis pela saúde, meio ambiente e agricultura, de acordo com critérios científicos e alinhados às melhores práticas internacionais.
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