Dólar deve ter alívio adicional com BC "hawkish" na próxima semana, diz Rio Bravo

O Banco Central deve divulgar na próxima quarta-feira um comunicado de política monetária mais "hawkish" --ou seja, mais duro com a inflação--, e isso deve ajudar a trazer alívio adicional à taxa de câmbio, depois de nesta semana o dólar ter flertado com 5,90 reais, disse João Leal, economista da Rio Bravo.
Para Leal, um aumento de 0,50 ponto percentual na taxa Selic --atualmente na mínima histórica de 2%-- está embutido no dólar, que nesta quinta-feira operava em torno de 5,54 reais, queda de 2% no dia.
"Mas um comunicado mais 'hawkish' não parece estar nos preços. E o BC deve mostrar um balanço de riscos pendendo para mais altas (do juro) nas próximas reuniões. Isso deve fazer o câmbio apreciar um pouco", afirmou.
O economista destacou a expressão "um pouco" porque, segundo ele, o risco fiscal ainda deve manter o dólar bem acima de 5 reais. A Rio Bravo projeta a moeda em 5,20 reais no fim do ano, com viés de alta. Já a Selic deverá fechar 2021 em 4,5%, também com inclinação para cima.
"Ainda permanecem no radar os episódios recentes de grande interferência do Executivo na tentativa de desidratar a PEC Emergencial. Adicione a isso interferência na Petrobras, falas sobre o setor de energia e a redução das expectativas relacionadas às reformas administrativa e tributária. Somos céticos em relação a ambas", disse Leal.
"O câmbio vai apreciar até o fim do ano, mas muito por causa da melhora no diferencial de juros. O prêmio de risco fiscal seguirá no radar."
0 comentário
Dólar sobe no Brasil com tensões no Oriente Médio
Número de travessias pelo Estreito de Ormuz aumentou ligeiramente em relação ao fim de semana, mostram dados
Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que EUA cumpram condições do acordo provisório, diz Irã
Jovem Pan: Daniella Marques diz que apoio de Motta a Lula levou Republicanos a vetá-la como vice de Flávio
Erdogan apela a Trump para que mantenha negociações com o Irã e oferece apoio
Aprovação de Trump cai para mínima de 33%, mostra pesquisa Reuters/Ipsos