Dificilmente a China atingirá a autossuficiência em carne suína, aponta especialista
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Entrevista com Luan Henrique dos Santos Oliveira - Diretor de Operações da KONEKTO WORLDTRADE sobre o rebanho de Suínos da China
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Mesmo com o esforço e investimento do Governo da China e da iniciativa privada em recompor os rebanhos de suínos que foram reduzidos praticamente pela metade por causa da Peste Suína Africana (PSA) e da intenção em se tornar autossuficiente na produção de carne suína, o gigante asiático ainda vai depender de importações da proteína. Segundo o diretor de operações da Konekto Worldtrade, Luan Henrique dos santos Oliveira, o poder aquisitivo do chinês aumentou, elevando o consumo de carnes, e o país ainda terá de continuar investindo para abastecer os estoques estratégicos nacionais.
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Ele explica que, segundo relatórios de empresas chinesas, a expectativa é de que no segundo semestre o país atinja o número de animais vivos (entre reprodutores e leitões) visto antes da crise da PSA. A doença atingiu a China em meados de 2018, causando alta mortalidade do plantel do país e redesenhando o cenário global de proteínas animais.
Apesar do aumento no número de animais nas granjas, isso não necessariamente significa que o volume de carne suína produzida na China também deva atingir os níveis pré-PSA. Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês), o aumento na produção da proteína este ano na China deve ser de 14%, mas o volume ainda deve ser menor do que era antes da chegada da PSA no país.
"Os novos casos de PSA que têm sido reportados ainda são muito pontuais e restritos, e isso ainda não mexeu com o mercado. Mas a China deve seguir necessitando importar carne suína porque o consumo está aumentando, com a melhora do poder aquisitivo da população. Além disso, o país tem estoques estratégicos de carne suína que são leiloados sempre que é preciso controlar os preços do mercado", explica.
No caso da carne suína exportada pelo Brasil, que ficura entre grandes players como Estados Unidos, Canadá e União Europeia, há a vantagem da competitividade, do status sanitário e da possibilidade de importar carne brasileira em grandes quantidades. "Acredito que 2021 deva continuar sendo um ano positivo para a exportação da proteína do Brasil", disse.
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