Café: Preços caem forte em NY nesta 6ª feira ainda reagindo à estimativa da Conab para safra do BR
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Os futuros do café negociados na Bolsa de Nova York caem forte nesta tarde de sexta-feira (6), registrando perdas de dois dígitos entre as posições mais negociadas. Por volta de 12h40 (horário de Brasília), as perdas variavam de 1,9% a 2,4%, com o março sendo cotado a 300,95 cents de dólar por libra-peso, enquanto o maio tinha 290,90 cents/lb.
O peso ainda vem, principalmente, das expectativas de uma boa safra no Brasil, com condições de clima que segue favorecendo a conclusão do atual ciclo nas principais regiões produtoras. Há problemas pontuais, porém, não fortes o bastante para motivar uma mudança na projeção de oferta entre os traders.
A primeira estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para a safra 2026, divulgada nesta quinta-feira (5), veio em 66,2 milhões de sacas, um aumento de 17,1% em relação ao ciclo anterior.
"Em ano de bienalidade positiva, o crescimento previsto é influenciado pelo incremento de 4,1% na área em produção em relação a 2025, estimada em 1,9 milhão de hectares na atual temporada, algo esperado para o ciclo. Além disso, as condições climáticas mais favoráveis registradas ao longo do ciclo da cultura e a adoção de tecnologias e boas práticas de manejo nas lavouras influenciam em uma melhora na produtividade, que também deve registrar uma elevação de 12,4% em relação à safra passada, sendo esperada uma colheita de 34,2 sacas por hectare", informou o reporte da consultoria.
Nas últimas sessões, as cotações do arábica testaram suas mínimas em seis meses no mercado futuro norte-americano, sentindo a pressão de oferta brasileira, das boas previsões climáticas e das incertezas em relação à demanda. Ainda assim, a balança desequilibrada entre estoques x consumo mantém o mercado nas bolsas muito vulneráveis à intensa volatilidade, como tem sido observado nos últimos dias.
BAIXAS PARA O ROBUSTA
Na Bolsa de Londres, as baixas para o robusta são semelhantes e passam de 2% entre as posições mais negociadas. Assim, o março tinha US$ 3724,00 por tonelada, enquanto o julho valia US$ 3569,00.
Além de acompanhar o arábica, segundo explicam analistas e consultores internacionais, o mercado é também pressioado pelos estoques um pouco maiores no Vietnã, onde a produção também deverá ser 6% maior em relação à temporada anterior, alcançando 29,4 milhões de sacas, a maior em quatro anos.
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