Críticas ao Orçamento são injustas e oportunistas, diz Lira, que cobra do governo soluções

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) afirmou nesta segunda-feira que as críticas ao Orçamento aprovado pelo Congresso são injustas e cobrou do governo que ofereça sugestões para a sanção do texto sem desrespeitar os acordos fechados durante a votação ou as regras fiscais.
A sanção do Orçamento, que precisa ocorrer até quinta-feira desta semana, expôs um impasse entre o Congresso, a ala política e a equipe econômica do governo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, vem repetindo que busca uma alternativa que atenda a requisitos políticos e também jurídicos´.
"Agora depois de aprovado com amplo acordo que incluiu o governo, as críticas são injustas e oportunistas, cabendo ao governo propor soluções que atendam às demandas acordadas durante a votação, respeitando todos os limites legais e o teto de gastos", publicou Lira no Twitter nesta segunda-feira.
Parlamentares, incluindo o relator-geral da proposta, senador Marcio Bittar (MDB-AC), argumentam que o governo e sua equipe econômica participaram de toda a negociação para a construção do texto aprovado pelo Legislativo. Lembram, ainda, de acordo chancelado em plenário pelo líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes (MDB-TO), que possibilitou a votação do texto.
"O Orçamento desse ano só foi aprovado depois da eleição dos novos presidentes da Câmara e do Senado, justamente pelas dificuldades criadas pela gestão do meu antecessor e os seus compromissos políticos", postou o deputado na rede social.
No fim de semana, o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou em entrevista ao Estado de S.Paulo que o Orçamento está "falido" e não deveria ser sancionado.
Na última semana, Lira negou, também via Twitter, reportagem do jornal segundo a qual o presidente Jair Bolsonaro estaria sendo aconselhado a sair do país, assim como o vice-presidente Hamilton Mourão, deixando a responsabilidade pela sanção do Orçamento de 2021 --e por eventuais problemas-- nas mãos do deputado.
O Orçamento foi aprovado com uma reestimativa de 26,5 bilhões de reais para baixo das despesas obrigatórias do governo e uma elevação dos recursos direcionados a emendas parlamentares, o que, segundo o Tesouro, cria o risco de "paralisação das atividades essenciais do Estado".
Guedes já mencionou que um veto integral poderia garantir blindagem jurídica ao governo, mas seria um movimento difícil em termos políticos. A Economia passou, então, a considerar a possibilidade de cortes de emendas parlamentares, mas houve acordos celebrados e há impasses jurídicos a serem dissolvidos.
0 comentário
Relatório do Fed menciona aceleração da inflação
Wall Street ronda estabilidade antes de estreia da sul-coreana SK Hynix
Ibovespa avança mais de 2% após IPCA abaixo esperado
Taxas dos DIs caem após IPCA abaixo do esperado em junho
Ibovespa avança na abertura após IPCA abaixo esperado
Autoridades do Fed se preocupam com risco inflacionário e avaliam aumentos nas taxas de juros