Preços do petróleo caem de máximas de 1 mês por temores com demanda e pandemia

Por Laura Sanicola
NOVA YORK (Reuters) - Os contratos futuros do petróleo recuaram nesta terça-feira, afastando-se de máximas de um mês, por temores de que a Índia, terceira maior importadora global da commodity, possa impor restrições em meio à disparada nos números de casos e mortes por coronavírus no país.
As cotações do petróleo têm avançado constantemente neste ano, com o mercado antecipando uma recuperação na demanda, mas enquanto Estados Unidos e China avançam com suas retomadas, diversos outros país não seguem o mesmo caminho.
"A não ser que um grande progresso seja visto para além de importantes nações industrializadas, como os EUA, o 'fator pandemia' pode requerer alguns ajustes para baixo nas expectativas para a demanda global por petróleo neste ano", disse Jim Ritterbusch, presidente da Ritterbusch and Associates em Galena, Illinois.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou nesta terça-feira que os cidadãos devem tomar precauções para conter a disseminação da Covid-19, mas não chegou a impor lockdowns.
Enquanto isso, restrições seguem afetando a circulação de pessoas pelo mundo. Hong Kong anunciou que suspenderá por duas semanas, a partir desta terça-feira, voos provenientes de Índia, Paquistão e Filipinas.
O petróleo Brent fechou em queda de 0,48 dólar, ou 0,7%, a 66,57 dólares por barril. Durante a sessão, a referência internacional atingiu o maior nível desde 18 de março, a 68,08 dólares.
O petróleo dos EUA (WTI) recuou 0,94 dólar, ou 1,5%, para 62,44 dólares o barril.
(Reportagem adicional de Alex Lawler e Jessica Jaganathan)
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