Preço do milho dispara em Chicago com clima prejudicando safrinha no Brasil e plantio nos EUA

Os preços internacionais do milho futuro dispararam nesta quarta-feira (21) na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram movimentações positivas entre 8,00 e 19,00 pontos ao final do dia.
O vencimento maio/21 foi cotado à US$ 6,25 com valorização de 19,00 pontos, o julho/21 valeu US$ 6,06 com alta de 14,50 pontos, o setembro/21 foi negociado por US$ 5,57 com elevação de 9,75 pontos e o dezembro/21 teve valor de US$ 5,36 com ganho de 8,00 pontos.
Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 3,14% para o maio/21, de 2,36% para o julho/21, de 1,83% para o setembro/21 e de 1,52% para dezembro/21.
Segundo informações da Agência Reuters, os futuros de milho nos Estados Unidos atingiram máximas de vários anos na quarta-feira, apoiados por mercados à vista firmes, à medida que os suprimentos das safras antigas diminuem e os problemas climáticos ameaçam as perspectivas para as safras de 2021.
Os contratos mais próximos lideraram os ganhos, uma vez que os traders lutaram para vender posições nos contratos futuros de maio antes do primeiro dia de notificação para entregas, em 30 de abril.
“Os shorts estão tendo dificuldade em sair de maio antes do primeiro aviso. O fazendeiro não está vendendo muito”, disse Dan Cekander, presidente da DC Analysis.
As preocupações com as condições de seca estressando o milho da segunda safra do Brasil também deram suporte, bem como as temperaturas congelantes esta semana em todo o meio dos EUA.
O frio também pode retardar a germinação do milho recém-semeado. O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) disse que a safra de milho dos EUA foi 8% plantada no domingo.
“Em uma temporada em que você precisa que tudo dê certo, não é um grande começo”, disse Michael Magdovitz, analista de commodities do Rabobank.
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