Indicador Antecedente de Emprego no Brasil tem recuperação, mas segue em patamar baixo, diz FGV

O Indicador Antecedente de Emprego no Brasil apresentou recuperação em abril, de acordo com a Fundação Getulio Vargas (FGV), mas segue em níveis baixos, longe de retornar às condições pré-pandemia.
Dados divulgados nesta quinta-feira mostram que o IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, subiu 1,6 ponto no mês passado, para 78,7 pontos, recuperando 18% da queda acumulada nos últimos três meses.
Mesmo assim, "o resultado mantém o indicador em patamar baixo, refletindo as dificuldades do mercado de trabalho em retornar ao nível anterior à pandemia", disse em nota o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler.
Entre os fatores que poderiam colaborar para a retomada do indicador, ele citou o avanço no programa de vacinação contra a Covid-19 e a redução da incerteza, que poderiam ajudar as empresas se sentirem mais seguras para voltar a contratar.
O Brasil ainda possui o segundo maior número de mortes por Covid-19 no mundo, abaixo apenas dos Estados Unidos, e a terceira maior contagem de casos confirmados de coronavírus, atrás dos EUA e da Índia.
Em meio ao recrudescimento da pandemia por aqui, o número de desempregados no Brasil voltou a crescer no trimestre encerrado em fevereiro e chegou ao maior nível desde o início da série histórica em 2012, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na semana passada.
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