Carga de energia do Brasil avança 8,1% em junho frente a 2020; recua ante maio
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SÃO PAULO (Reuters) - A demanda por energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) registrou alta de 8,1% em junho na comparação com igual período do ano passado, impulsionada especialmente pela recuperação do setor industrial, disse o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) nesta segunda-feira.
Segundo boletim divulgado pelo órgão, a carga nacional atingiu 66.707 megawatts médios no período. Apesar do aumento na comparação anual, houve uma variação negativa de 1,4% em relação a maio, acrescentou o operador.
Além da recuperação da indústria, principalmente nos segmentos voltados para exportação, o ONS também mencionou a maior confiança nos setores de comércio e serviços como justificativa para o aumento da carga ante junho de 2020.
"O forte aumento que vem sendo observado nas atividades do comércio e serviços, associado à manutenção do ritmo elevado da produção indústria, tem se refletido sobre desempenho da carga dos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul", disse o ONS em nota.
Ainda de acordo com relatório do operador, todos os subsistemas que compõem o SIN tiveram resultados positivos de carga em junho ante mesmo mês de 2020, sendo o maior salto registrado no Nordeste, onde a demanda por eletricidade avançou 10,1%.
Na mesma base de comparação, o Norte verificou demanda 10%maior, enquanto o Sul teve aumento de 9,2% e o Sudeste/Centro-Oeste apurou alta de 6,9%.
"No total acumulado dos últimos 12 meses, verificou-se uma variação positiva de 4,7%, em relação ao mesmo mês em 2020", acrescentou o ONS, mencionando que o primeiro semestre de 2021 registrou percentuais positivos em todos os meses frente ao ano anterior, quando o consumo de energia foi muito pressionado pelas medidas restritivas relacionadas à pandemia de Covid-19.
Agora, o Brasil passa por uma grave crise hídrica, que tem afetado a geração hidrelétrica --principal fonte de energia no país-- e encarecido as contas de luz, devido à necessidade de um maior acionamento das usinas térmicas, mais custosas.
Diante desse cenário, o governo federal vem solicitando à população a adoção de medidas para um consumo consciente de água e luz, embora negue a possibilidade de racionamento de energia no Brasil.
(Por Gabriel Araujo)
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