Café fecha nas máximas em 3 meses e meio na Bolsa de NY com preocupações sobre a oferta
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O mercado do café arábica na Bolsa de Nova York intensificou suas altas e fechou o pregão desta terça-feira (12) com mais de 800 pontos de alta entre as posições mais negociadas. O contrato dezembro/21 terminou o dia com 213,15 centavos de dólar por libra-peso, enquanto o julho/22 foi a 217,35 cents/lb. Na Bolsa de Londres, as cotações do robusta também subiram.
De acordo com analistas ouvidos pelo portal internacional Barchart, os futuros do arábica marcaram suas máximas em três meses e meio diante de preocupações com as exportações colombianas de café, com os preços estendendo seus ganhos já observados na sessão anterior.
A Colômbia deixou de entregar ao mercado cerca de um milhão de sacas de café, trazendo ainda mais apreensão sobre a oferta global da commodity e dá ainda mais espaço para a valorização. E a notícia dá ainda mais peso ao dado recente da OIC (Organização Internacional do Café) sobre uma redução no superávit mundial de café.
Além disso, ainda de acordo com analistas, os baixos estoques no Brasil têm estimulado os fundos investidores a voltarem à ponta compradora do mercado, renovando suas posições, auxiliando no avanço das cotações em Nova York.
O que limitou as altas nesta terça-feira foram as melhores condições climáticas em regiões cafeeiras do Brasil, como a notícia de chuvas de até 79 mm em partes de Minas Gerais, como noticiado pela Somar Meteorologia.
"Os períodos importantes de floração estão começando no Brasil e as boas chuvas podem ajudar a estimular a produtividade", explicam os especialistas, que ainda monitoram de perto a nova safra brasileira depois do crítico quadro climático pelo qual passou o parque cafeeiro nacional.
No Brasil, os negócios ficaram parados neste 12 de outubro em função da comemoração do dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país.
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