Bloomberg: Preços do açúcar devem seguir altos por algum tempo, diz CEO da AB Foods
![]()
Os preços do açúcar devem permanecer altos no próximo ano com a oferta global restrita, de acordo com o diretor executivo da produtora de açúcar do Reino Unido da Associated British Foods Plc (AB Foods), em entrevista para a agência de notícias Bloomberg.
Os futuros subiram mais de 20% em Londres este ano – atingindo uma alta de quatro anos em outubro – depois que geadas e secas afetaram a produção no Brasil. A crescente demanda por etanol no país sul-americano e na Índia, os dois maiores produtores de açúcar do mundo, contribuiu para a alta, já que mais cana é desviada para a fabricação do biocombustível.
“Os preços do açúcar ficarão mais altos por algum tempo e também achamos que os preços do etanol continuarão altos”, disse o CEO da AB Foods, George Weston, em uma teleconferência de resultados na terça-feira. “Não acho que a indústria europeia fará muito neste ano para retificar a oferta mais restrita e os estoques mais baixos que vimos.”
O negócio de açúcar da AB Foods compra quase toda a produção de beterraba do Reino Unido e espera que a produção de açúcar cresça cerca de 11%, para pouco mais de 1 milhão de toneladas na temporada 2021/22.
Como muitos processadores europeus, a AB Foods usa gás natural como principal fonte de energia para refinar o açúcar. Os altos preços do gás, carbono e logística devem limitar quaisquer ganhos com açúcar no próximo ano, disse a empresa na terça-feira.
“Estamos cercados por pelo menos parte do ano, mas a conta de energia é impressionante”, disse Weston.
Tradução com informações da Bloomberg
0 comentário
Açúcar encerra semana em baixa com perspectiva de excesso global de oferta
Vendas no Centro-Sul atingem 1,33 bilhão de litros nos primeiros quinze dias de janeiro
Exportações de açúcar fecham janeiro com queda de 27,2% no faturamento frente a 2025
Fixação de preço do açúcar do Brasil em NY atinge 38%, abaixo do ano anterior, diz Archer
Açúcar amplia perdas em NY e Londres com expectativa de excesso de oferta global
Centro-Sul deve impulsionar novo ciclo de excesso de oferta no mercado global de açúcar, avalia Hedgepoint