Reino Unido alerta sobre nova variante de coronavírus que pode tornar vacinas menos eficientes
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Por Alistair Smout e William Schomberg
LONDRES (Reuters) - O Reino Unido anunciou nesta quinta-feira preocupação com a identificação de uma nova variante do coronavírus que se espalha pela África do Sul e que pode tornar as vacinas menos eficientes, e impôs restrições sobre seis países africanos.
O Reino Unido anunciou que está proibindo temporariamente os voos vindos da África do Sul e de outros cinco países a partir do meio-dia de sexta-feira, e os viajantes britânicos vindos desses lugares precisarão fazer quarentena.
A Agência de Segurança Sanitária britânica disse que a variante --chamada de B.1.1.529-- tem uma proteína spike que difere drasticamente das do coronavírus original, no qual foram baseadas as vacinas.
A nova variante tem mutações que podem evadir a resposta imunológica gerada tanto pelas infecções anteriores quanto pela vacinação, e também mutações associadas com uma maior infecciosidade.
"O que sabemos é que há um número significativo de mutações, talvez o dobro do número de mutações que vimos na variante Delta", afirmou o secretário de Saúde Sajid Javid à imprensa.
"E isso pode indicar que ela pode ser mais transmissível e que as atuais vacinas que temos podem ser menos eficientes".
Javid afirmou que mais dados são necessários, mas que as restrições de viagem são necessárias como precaução, enquanto cientistas afirmam que estudos laboratoriais são necessários para avaliar a probabilidade das mutações resultarem na redução da eficácia das vacinas.
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Geraldo Emanuel Prizon Coromandel - MG
Especialistas sérios, cancelados pela mídia, advertiram lá atrás que a vacinação em massa em meio a pandemia era um erro, tendo que poderia desencadear com mais velocidade a criação de novas cepas. Pergunto: não seria, em razão disso, que está ocorrendo agora?
Curioso é que a cepa surgiu na Botsuana, Africa do Sul, países que vacinaram por volta de 20%, 24%, respectivamente, da população com duas doses. Cuidado, correlação não é causalidade.