Vietnã produz 29,7 milhões de sacas de café robusta que equivalem a 38,5% da safra mundial dessa espécie
A produção mundial de café prevista para a safra 2021-2022 foi estimada em 164,8 milhões de sacas de 60kg, das quais 77,1 milhões de sacas são da espécie de Coffea canephora (robusta + conilon), volume físico que corresponderá a 47% da produção global. E, em complemento, a produção de café arábica foi calculada em 87,7 milhões de sacas, o que equivalerá a 53% do total de café que será produzido no mundo no período em foco.
Neste contexto, o Vietnã, país que vem se consolidando há vários anos como o maior produtor de canephora terá sua produção cafeeira, majoritariamente dessa espécie, equivalente a 38,5% da mundial, pois o volume físico correspondente a sacas de 60kg que será colhido nesse país está estimado de 29,7 milhões de sacas. E, quanto à produção de café arábica a safra vietnamita foi calculada em apenas 1,2 milhão de sacas, o que permitirá ao país asiático ter uma produção total de 30,9 milhões de sacas de 60kg, no período mencionado.
Na sequência, se desponta o Brasil, que, a propósito de ser historicamente o maior produtor mundial de café, somando obviamente as safras das duas espécies, as quais, em média, correspondem a um terço da safra mundial. Especificamente em relação à produção brasileira de conilon, que foi estimada em 16,14 milhões de sacas de 60kg, caso tal estimativa se confirme no período estudado, seu volume equivalerá a 54% da produção vietnamita, e, em menor escala, a 21% do total dessa espécie produzida mundialmente em 2021-2022.
Os dados estatísticos e números oficiais da produção cafeeira nacional e em nível mundial, que estão permitindo realizar esta análise, foram extraídos do Sumário Executivo do Café – Novembro 2021, estudo que é elaborado e divulgado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa, cujas edições também estão disponíveis na íntegra no Observatório do Café do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Convém esclarecer que, conforme consta do referido Sumário, a espécie de C. canephora é citada no documento como sendo simplesmente café “robusta”.
Com relação exclusivamente à produção de cafés robustas no Brasil, nas safras 2020-2021, conforme também consta do Sumário Executivo, os cinco maiores estados da Federação produtores dessa espécie foram, em ordem decrescente: Espírito Santo, na primeira colocação com 11,14 milhões, que equivalem a aproximadamente 69% da produção nacional. E, em segunda posição, vem a Bahia, com 2,24 milhões de sacas, volume físico que corresponde a 14% dos Cafés do Brasil dessa espécie.
Na terceira posição desse ranking, destaca-se o estado de Rondônia, com 2,16 milhões de sacas, safra que corresponde a 13%. Minas Gerais figura na quarta posição com 320,9 mil sacas (em torno de 2%), e, por fim, em quinto colocado o estado de Mato Grosso, cuja produção de café robusta para a safra 2020-2021 foi calculada em 194,2 mil sacas, o que corresponde a 1% da produção dessa espécie. Demais estados produtores de cafés canéfora completam 100%.
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