Engie avalia que risco de racionamento de energia para 2022 é muito remoto
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Após um 2021 desafiador para o setor elétrico brasileiro, com o pior volume de chuvas em 91 anos, a expectativa é de alívio para 2022, com risco de racionamento muito remoto, disse nesta sexta-feira Marcos Keller, diretor de regulação e mercado da companhia.
Em reunião com investidores, Keller destacou que o início do período úmido trouxe "chuvas consistentes", e o reforço de ações tomadas neste ano para gerenciar a crise hídrica deverá ajudar na recuperação dos reservatórios das hidrelétricas ao longo de 2022.
"Continuamos numa situação que demanda atenção, mas o governo tem instrumentos que podem nos dar tranquilidade. Eventualmente algum risco de demanda por acontecer, mas o governo está administrando de forma competente essa questão", afirmou o diretor presidente da Engie Brasil, Eduardo Sattamini.
Os executivos avaliaram ainda que as dificuldades enfrentadas pelos geradores hidrelétricos em 2021 evidenciam a necessidade de revisão de alguns parâmetros, como as garantias físicas das usinas --que definem o quanto de energia pode ser comercializada-- e os próprios modelos de formação de preço da energia no curto prazo.
"A revisão da garantia física vai acontecer muito em breve, em 2023. Em 2022 vamos discutir as premissas", lembrou Keller.
Para ele, é importante que os cálculos sejam aderentes à nova realidade de afluências. "Quando incorporamos o ano de 2020 na base de dados de garantia física, os modelos nos mostram que se configura num novo período crítico."
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