Soja tem boas altas em Chicago acompanha nova disparada do óleo, baixa do dólar e atenta às tarifas

Publicado em 23/02/2026 14:09
Derivado tem quase 2% de avanço nesta tarde de hoje e puxa também o farelo, que recuava

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Os futuros do óleo de soja voltaram a subir forte na Bolsa de Chicago, testando ganhos de quase 2% entre os principais vencimentos, renovando suas máximas em mais de dois anos e dando um suporte adicional às cotações do grão, que trabalham com ganhos de dois dígitos na tarde desta segunda-feira (23).

"O moviment6o do óleo volta a puxar o complexo em meio a expectativas de demanda mais firme por biocombustíveis e perante aos riscos geopolíticos no Oriente Médio, adicionando um prêmio de risco sobre os preços do petróleo e, por consequência, dos óleos vegetais", explica a equipe de análise da Agrinvest Commodities. 

Na outra ponta, o mercado observa o comportamento dos derivados, porém, começa uma nova semana sob as notícias novas sobre as tarifas de Donald Trump que, na última sexta-feira (20), foram derrubas pela Suprema Corte americana, porém, com o presidente americano chegando com uma nova tarifa global de 10%, passando-a, no sábado, a 15%. 

Assim, os traders ficam agora no monitoramento constante dos movimentos do presidente norte-americano e nos impactos que suas taxas deverão ter sobre as relações comerciais dos EUA com outras economias fundamentais para seu complexo soja, principalmente China e Índia. 

E o posicionamento da China, em especial sobre a visita que Donald Trump deverá fazer ao país entre o final de março e começo de abril, será um ponto importante de observação e entendimento de direção das cotações. 

A nação asiática volta na noite de hoje do feriado do Ano Novo Lunar, respondendo boa parte destas perguntas e podendo deixar - ou não - o mercado mais claro para o complexo soja. 

Leia mais:

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Há ainda o dólar caindo expressivamente nesta segunda frente ao real, levando a divisa a testar suas mínimas em anos, trabalhando na casa dos R$ 5,15. Assim, parte dos ganhos que se observam em Chicago poderia ser neutralizada pela baixa no mercado cambial para a formação dos preços no mercado brasileiro. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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