Soja segue em alta na CBOT nesta 3ª e mira os US$ 14 com apoio dos derivados e clima na AMS
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O mercado da soja segue operando em campo positivo na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (28). Depois das altas de mais de 30 pontos na sessão anterior, as cotações dão continuidade à sua escalada e operam com ganhos de 8,75 a 10,50 pontos nos principais vencimentos, levando o janeiro a US$ 13,73 e o maio a US$ 13,88 por bushel.
O clima adverso na América do Sul permanece como foco dos traders na CBOT, dando espaço para novas altas. São previsões ainda apontando para tempo muito quente e seco no Sul do Brasil, ainda castigando as lavouras e promovendo perdas irreversíveis.
Enquanto isso, o Centro-Norte sofre com o excesso de precipitações, pouca luminosidade e o aumento da incidência de pragas e doenças, além da perda de qualidade. É uma nova safra de extremos. Veja as imagens e os relatos de associações estaduais:
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Na avaliação de Vlamir Brandalizze, consultor da Brandalizze Consulting, as perdas na América do Sul já se aproximam de 20 milhões de toneladas. "A oferta será menor do que o consumo, haverá um déficit. E então, terão que ser consumidos os estoques, que ficarão mais baixos e podem continuar dando suporte às cotações em 2022", diz.
Além do clima, o mercado de derivados da soja também dá impulso às cotações do grão. Nesta manhã de terça, as altas do óleo passam de 1%, enquanto as do farelo são de pouco mais de 0,8%. São fundamentos semelhantes para ambos, com estoques apertados nos dois subprodutos e uma demanda ainda bastante consistente.
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