Bolsonaro não precisará de cirurgia após reversão de obstrução intestinal, diz boletim
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Por Eduardo Simões
SÃO PAULO (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro não precisará passar por uma cirurgia pois a obstrução intestinal que o levou a ser internado na madrugada de segunda-feira se desfez, segundo boletim médico divulgado nesta terça-feira, que aponta ainda que não há previsão de alta.
De acordo com o Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, onde Bolsonaro deu entrada com um quadro de obstrução intestinal na madrugada de segunda, a evolução do presidente é satisfatória e ele iniciará nesta terça uma dieta líquida.
"O quadro de suboclusão intestinal do senhor presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, se desfez, não havendo indicação cirúrgica. A evolução do paciente clínica e laboratorialmente segue satisfatória e será iniciada hoje uma dieta líquida. Ainda não há previsão de alta", afirma a equipe médica que assina o boletim.
O presidente, que está com 66 anos, fez uma curta caminhada nos corredores do hospital na segunda-feira e a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, divulgou nesta terça uma foto dele andando no hospital com a sonda nasogástrica que foi colocada na véspera.
Bolsonaro foi internado depois de sofrer um desconforto abdominal no domingo, enquanto passava férias em Santa Catarina. No ano passado, o presidente também teve um quadro de obstrução intestinal, depois de 11 dias de crises ininterruptas de soluço. Na ocasião, também não foi necessária a realização de uma cirurgia, embora os médicos tenham chegado a considerar realizar a intervenção.
O presidente passou por cirurgias após sofrer um atentado a faca durante a campanha eleitoral de 2018, incluindo uma no dia da facada e procedimento de emergência para corrigir uma aderência intestinal dias depois. Também foi operado para retirar a bolsa de colostomia colocada após o atentado e para corrigir uma hérnia no local.
O anúncio de que Bolsonaro não precisará passar por uma nova cirurgia veio após a chegada no Brasil do médico Antônio Macedo, responsável pelo tratamento do presidente após a facada. Ele estava de férias com a família fora do país e retornou após a internação de Bolsonaro.
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