Índice CEAGESP inicia 2022 em alta de 2,72%
O índice de preços da CEAGESP encerra o mês de janeiro em alta de 2,72%. O setor de Frutas apresentou queda de 4,28%, com os demais setores apresentando elevação: Pescados, Diversos, Legumes e Verduras. O destaque ficou para este último, que registrou aumento de 32,76%, em virtude do calor intenso entremeado por fortes chuvas e também por conta da recuperação de preços das verduras, que fecharam 2021 com queda. Influiu ainda nesse valor o aumento dos custos de produção.
Em janeiro, o setor de Frutas apresentou queda de 4,28%. As principais reduções ocorreram nos preços do figo (-33,4%), da carambola (-29,0%), do abacate geada (-27,3%), do mamão formosa (-26,4%) e da uva Niágara (-26,3%). As principais altas ocorreram com coco verde (38,0%), kiwi estrangeiro (20,45%), manga Tommy (18,9%), mamão Havaí (18,3%) e maçã Fuji (18,0%).
O setor de Legumes registrou alta de 19,88%. Os maiores aumentos de preços foram os do chuchu (109,3%), da cenoura (91,3%), do cará (79,8%), do quiabo (51,3%) e da abobrinha italiana (45,25%). As principais baixas se deram nos preços da abóbora seca (-33,8%), dos pimentões vermelho e amarelo (-15,6% e -11,1%, respectivamente), e dos tomates italiano e achatado “Carmem” (-8,1% e -4,77%, respectivamente).
O setor de Verduras apresentou alta de 32,76%. Os principais aumentos ocorreram com o coentro (189%), com a alface crespa (93,2%), com o rabanete (77,1%), com a rúcula (69,6%) e com as alfaces hidropônicas, que registraram 62,6%. As maiores baixas ocorreram nos preços da cebolinha (-5,7%) e do milho verde (-2,8%).
O setor de Diversos apresentou alta de 3,36%. As principais altas ocorreram nos preços da cebola (18,8%), da batata lavada (17,5%) e da batata asterix (12,1%). As principais baixas ficaram por conta do coco seco (-5,1%), do alho argentino (-5,0%) e dos ovos brancos (-2,8%) e vermelhos (-1,7%).
O setor de Pescados apresentou aumento de 3,05%. As principais altas ocorreram nos preços da pescada-goete (27,6%), da betarra (27,5%), do cascote (24,9%), do namorado (16,4%) e do peixe-espada (12,1%). As principais baixas se deram nos preços da cavalinha (-45,1%), da tainha (-22,6%), da lula congelada (-15,6%), do robalo (-3,1%) e da sardinha congelada (-2,9%).
Tendência do índice
O Índice CEAGESP fechou o mês de janeiro em alta, influenciado pelo aumento dos preços nos setores de legumes e verduras. Os principais motivos das altas são a elevação do custo de produção (insumos são cotados em dólar) e concorrência com a produção de grãos pelos insumos, o que se refletiu na reposição das quebras ocorridas em 2021, que ainda refletem no mercado. O ciclo meteorológico gerou o calor elevado e as chuvas recentes, principalmente quando ocorrem fortes, diárias e contínuas. Com isso, houve encharcamento de solo e prejuízo aos produtos na forma de perda de qualidade, dificuldade de colheita e, consequentemente, aumento dos preços. Já o setor de Frutas recebeu a entrada da safra da estação, aumentando a variedade de produtos ofertados ao mesmo tempo que a demanda diminuiu em relação a dezembro, em virtude da retração do consumo dos produtos de época e das férias escolares, fatores que colaboram com a queda dos preços. A previsão dos meteorologistas para o mês em curso é de continuidade das chuvas, com possibilidade de precipitações fortes, em quantidades um pouco maiores para a região Sudeste devido à formação de zonas de convergência influenciadas pelo fenômeno La Niña.
Mesmo com muita chuva e temperaturas altas, características desta época do ano, a tendência para o mês de fevereiro é de estabilização dos preços das frutas e possível elevação dos preços de verduras e legumes caso as chuvas sejam persistentes nas regiões produtoras.
0 comentário
3tentos inicia operação de etanol de milho no Vale do Araguaia após autorização da ANP
Dólar se reaproxima da estabilidade com guerra EUA-Irã e ata do Fed no foco
China reabilita três frigoríficos brasileiros exportadores de carne bovina, diz Abiec
Trump participará da cúpula do G7 na França, informa Axios
Trump diz que guerra com Irã terminará "muito rapidamente"
ONU reduz previsão de crescimento global para 2,5%, culpando crise no Oriente Médio