Putin diz que Rússia está aberta à diplomacia, mas não comprometerá segurança
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MOSCOU (Reuters) - O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta quarta-feira que a Rússia está sempre aberta à diplomacia, mas coloca seus próprios interesses de segurança nacional em primeiro lugar e continuará a fortalecer suas Forças Armadas diante do que classificou de uma situação internacional difícil.
Putin, em uma declaração em vídeo divulgada para o Dia do Defensor da Pátria, não mencionou seu impasse com o Ocidente sobre a Ucrânia, que levou à imposição de sanções ocidentais à Rússia depois que ele decidiu reconhecer a independência de duas regiões separatistas ucranianas.
Mas ele usou a mensagem para enviar uma mensagem ao Ocidente sobre sua posição sobre o assunto.
"Nosso país está sempre aberto a um diálogo direto e honesto e pronto para buscar soluções diplomáticas para as questões mais complicadas", disse Putin.
"Mas quero repetir que os interesses da Rússia e a segurança de nosso povo são incondicionais. Portanto, continuaremos a fortalecer e a modernizar nosso Exército e nossa Marinha."
Os Estados Unidos acusaram Putin de reunir mais de 150.000 soldados perto das fronteiras com a Ucrânia em preparação para o que teme que possa ser uma invasão em grande escala. A Rússia tem repetidamente negado planos para tal ataque, mas diz ter o dever de proteger as pessoas que vivem nas duas regiões separatistas.
"Podemos ver a difícil situação internacional e as ameaças colocadas pelos desafios atuais, tais como a erosão do sistema de controle de armas e as atividades militares da Otan", disse Putin, em referência à aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte.
"E ainda assim, os apelos da Rússia para construir um sistema baseado em segurança igual e indivisível que defenderia de forma confiável todos os países, permanecem sem resposta."
(Reportagem de Alexander Marrow)
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