Açúcar reduz ganhos nesta tarde de 2ª feira acompanhando petróleo e origens
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As cotações futuras do açúcar operavam com alta moderada nesta tarde de segunda-feira (07) nas bolsas de Nova York e Londres, reduzindo ganhos mais expressivos da manhã. O foco segue no petróleo, mas também ajustes após máximas de dezembro.
Às 12h49 (horário de Brasília), o açúcar do tipo bruto tinha valorização de 0,62% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 19,46 c/lb. Já no terminal de Londres, o tipo branco subia 0,71%, negociado a US$ 536,10 a tonelada.
Depois de atingir neste início de semana máximas desde meados de dezembro na bolsa de Nova York, quase em US$ 20 c/lb, o mercado sente pressão com movimento técnico, apesar de ainda trabalhar no positivo nesta tarde de segunda-feira.
O petróleo avança forte no dia em meio risco de uma proibição dos Estados Unidos e da Europa ao óleo russo e atrasos nas negociações iranianas, o que poderia elevar a oferta global, mas ainda não há uma definição sobre o assunto.
"O aumento dos preços da energia pode levar as usinas de cana do maior produtor brasileiro a desviar a produção de cana-de-açúcar para etanol", destacou a agência de notícias Reuters.
Como fator de pressão, há a safra mais positiva nas origens produtoras, como Brasil, além dos resultados de produtividade com a colheita que avança bem na Ásia dão suporte aos preços do açúcar no internacional.
Porém, já há temores no mercado em relação a área de cana nas próximas safras com a tensão entre Rússia e Ucrânia.
"O aumento dos preços do trigo e outros grãos causará uma perda de área de cana este ano em muitos países, incluindo o Brasil, disse, já que o plantio é desviado da cana para grãos", disse a Reuters nesta segunda-feira.
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