EUA tentam acalmar temores de países bálticos de que "Putin não parará na Ucrânia"
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Por Simon Lewis e Andrius Sytas
RIGA/VILNIUS (Reuters) - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, procurou nesta segunda-feira tranquilizar países bálticos aliados de Washington que temem que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, não parará na Ucrânia em sua tentativa de redesenhar as fronteiras da Europa.
Blinken passou o fim de semana na Polônia e na Moldávia, vizinhas da Ucrânia, antes de visitar Lituânia, Letônia e Estônia, membros da aliança militar ocidental Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que já foram governados por Moscou e temem que possam ser os próximos alvos da Rússia.
Dirigindo-se a Blinken, o presidente lituano, Gitanas Nauseda, alertou que a "agressão imprudente da Rússia" pode levar a uma "Terceira Guerra Mundial".
A Rússia chama a invasão da Ucrânia que iniciou em 24 de fevereiro de "operação especial" que, segundo Moscou, não tem o objetivo de ocupar território, mas destruir as capacidades militares do vizinho e capturar o que considera serem nacionalistas perigosos.
Blinken depois se reuniu com o ministro das Relações Exteriores da Letônia, Edgar Rinkevics, em Riga, nesta segunda-feira, e também com o primeiro-ministro e o presidente do país. Rinkevics pediu por uma presença permanente de tropas dos EUA no país báltico.
Blinken disse em Vilnius que a Otan continuava revisando sua postura de defesa, também considerando mais destacamentos permanentes, como os países bálticos pediram.
O compromisso dos EUA com a garantia de defesa mútua entre estados-membros prevista no Artigo 5º da Otan é "sacrossanto", acrescentou Blinken.
(Reportagem de Simon Lewis e Andrius Syta)
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