Açúcar cai forte nesta tarde de 2ª com pressão do petróleo e realização de lucros
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Os contratos futuros do açúcar tinham perdas moderadas a expressivas nesta tarde de segunda-feira (28) nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado do adoçante sente pressão do petróleo, além de um movimento de realização de lucros.
Por volta das 12h17 (horário de Brasília), o açúcar do tipo bruto tinha desvalorização de 0,66% na Bolsa de Nova York, cotado a US$ 19,48 c/lb. Já no terminal de Londres, o tipo branco perdia 1,69%, a US$ 553,20 a tonelada.
Nesta tarde, o petróleo WTI caía cerca de 7% e o Brent 6% diante de preocupações com a demanda por combustíveis com isolamentos na China, principal importadora de óleo do mundo, por conta do crescente número de casos de Covid-19.
O petróleo é importante para o mercado porque as usinas tem a opção de produção de açúcar ou etanol.
O dólar avança cerca de 1% nesta tarde e também contribui para o recuo nos futuros do adoçante nas bolsas externas.
A pressão no açúcar também acompanha realização de lucros. O açúcar do tipo branco atingiu máximas de cinco anos na última sessão depois que a Índia, segundo maior exportador global anunciou restrição nas exportações.
Segundo a agência de notícias Reuters, o país pode colocar um limite de 8 milhões de toneladas para o ano até o final de setembro. Até o momento, há informações de as usinas já fixaram exportação de cerca de 7 milhões de t do adoçante.
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