Câmbio flutuante é primeira linha de defesa de choques, diz Guillen, indicado ao BC
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O mecanismo do câmbio flutuante é a primeira linha de defesa para choques econômicos, afirmou nesta terça-feira o economista Diogo Guillen, indicado ao posto de diretor de Política Econômica do Banco Central, durante sabatina no Senado.
Em sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Guillen disse que a autonomia do BC é benéfica e que o regime de metas para a inflação é apropriado.
“O câmbio é flutuante e é a primeira linha de defesa para choques internacionais e idiossincráticos, eu defendo essa condução”, disse.
O economista ressaltou que as projeções do Banco Central apontam hoje que a inflação se aproximará da meta no horizonte relevante da política monetária (hoje focado em 2023). Segundo ele, atingir a meta no horizonte relevante é o objetivo principal do BC.
Guillen disse ainda que as reservas internacionais são importantes quando há disfuncionalidades no mercado, seja com excesso de volatilidade ou redução de liquidez. Para ele, as reservas “podem parecer excessivas” em alguns momentos, mas devem ser tratadas como um seguro para o país.
Indicado em novembro do ano passado para substituir Fabio Kanczuk, Guillen atuava como economista-chefe da Itaú Asset Management. Ele é professor vinculado ao Insper, sendo bacharel e mestre pelo Departamento de Economia da PUC-Rio e PhD em economia pela Princeton University.
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