Milho: Mercado tem ampla capacidade de recuperação após pressão da safrinha, diz analista
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"O mercado de milho está extremamete frio, principalmente para o disponível. Há uma percepção do comprador de tranquilidade de oferta, quando se somam os estoques que vieram do ano passado e quando se observam uma colheita maior de verão e, até o momento, sem avaliar um grande risco para a safrinha", afirma o diretor da Pátria Agronegócios, Cristiano Palavro, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta quinta-feira (16).
Os futuros do cereal na B3, após consecutivas baixas, fechou de lado a sessão, em campo misto, com os vencimentos mais pressionados e os mais alongados, subindo. Enquanto o março encerrou o dia com R$ 65,90 e baixa de 0,51%, o setembro subiu 0,22% e foi a R$ 68,34 por saca.
O momento é, tradicionalmente, de pressão sobre as cotações na B3, as quais refletem essa combinação de fatores trazida por Palavro. ALém disso, ele explica ainda que há também uma espécie de ausência da demanda no curto prazo, deixando o espaço para uma melhora dos preços ainda mais ajustado. Complementando o quadro de pressão, o dólar abaixo dos R$ 5,00 exerce uma pressão ainda mais agressiva sobre as cotações do cereal.
"E assim, os produtores têm tido dificuldades para vender", diz. "Os compradores estão abastecidos, o Brasil está carregando um estoque muito maior do que carregou em 2025. Olhando os preços em queda, monitorando esses estoques na mão do produtor, os compradores estão comprando da mão para a boca, esperando os preços caírem".
Ainda assim, o diretor da Pátria acredita que a demanda pelo cereal brasileiro tem um horizonte próspero a frente, com espaço para uma melhora das referências, o que já é sinalizado pelo mercado futuro na B3.
"A demanda vai ser muito firme este ano. Mas a demanda de agora - abril, maio - vê boa parte dos compradores com o milho que precisa. Agora, para a demanda total do ano, especialmente no segundo semestre, sou bem otimista. Acho que o mercado pode cair um pouco mais agora, formar um fundo até a colheita, depois tem ampla capacidade de recuperação", conclui o especialista.
Em Chicago, os preços tiveram um dia de estabilidade, morno, apenas de ajustes técnicos, depois das últimas altas.
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