USDA informa nova venda de soja nesta 3ª feira e mercado especula China como comprador
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O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) informou uma nova venda de soja nesta terça-feira (19). Foram 123,650 mil toneladas da oleaginosa 2021/22 para destinos não revelados. O mercado, mais uma vez, especula sobre a China ser a compradora, uma vez que os produtos dos EUA e da Argentina chegam mais barato à nação asiática neste momento, se comparados ao do Brasil.
"As ofertas de soja argentina e americana chegam na China mais baratas em relação à brasileira em torno de 20 centavos por bushel para junho e julho, colocando um teto sobre os prêmios no Brasil", explica o time da Agrinvest Commodities.
Os prêmios custo e frete China (CNF China), como afirmam os especialistas da consultoria, acumulam uma queda, no Brasil, de cerca de 50 cents de dólar por bushel em um mês, o que reflete com clareza a demanda chinesa mais contida, com importações menores e uma queda no volume da oleaginosa esmagada.
Ainda de acordo com a Agrinvest, "a China está antecipando bem mais as compras em relação à temporada passada", e mais reportes já apareceram na semana passada de compras de soja dos EUA para embarques janeiro e fevereiro, o que faz com que o programa de exportações de soja dos EUA para a temporada 2022/23 se mostre bastante forte.
Apesar disso tudo, a estatal Sinograin informou que mais um leilão de soja será realizado nesta sexta-feira (22). Nos próximos três meses serão vendidas cerca de três milhões de toneladas da commodity nos próximos dois a três meses.
" A soja importada internalizada custa no porto $830 por tonelada, embarque junho no Brasil como referência. A soja no leilão está saindo a $810 no interior, mas mesmo assim não encontra demanda. Muitos falam que a logística é o principal problema. A falta de caminhões está sendo agravada pela política zero-covid", explica Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest.
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