Açúcar cai mais de 1% nesta 3ª feira em NY e Londres com pressão do petróleo
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As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta terça-feira (03) nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado sentiu a pressão do petróleo no dia em meio temores com a demanda, além de seguir repercussão sobre as informações sobre as origens.
O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York caiu 1,22%, a 18,62 cents/lb, com máxima de 18,92 cents/lb e mínima de 18,59 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato caiu 1,96%, negociado a US$ 519,00 a tonelada.
Os preços do petróleo tiveram perdas expressivas nesta sessão terça-feira no exterior em meio às preocupações com a demanda pelo óleo devido aos bloqueios prolongados da Covid-19 na China, um importante importador de petróleo no mundo.
Apesar disso, as perdas eram limitadas pelas sanções europeias ao óleo russo.
"Há preocupações reais se a demanda chinesa, que é um grande fator na demanda global, permanecerá forte em 2022”, disse nesta terça para a agência de notícias Reuters Gary Cunningham, diretor da Tradition Energy. As oscilações do óleo são fundamentais para a definição do mix pelas usinas.
Além disso, nos fundamentos, o mercado olha com otimismo a safra indiana e tailandesa 2021/22 que deverá ser expressiva, elevando a oferta no mundo do adoçante. A expectativa é que o país asiático exporta recorde de 8 milhões de toneladas.
"O aumento das ofertas da Índia e da Tailândia são esperados se o mercado continuar em alta. O Paquistão também está aumentando suas ofertas devido às boas colheitas lá", afirma o vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.
Por outro lado, no Centro-Sul do Brasil, a safra está lenta e os primeiros números desanimaram os envolvidos do mercado. Mas há informações de que a colheita na segunda quinzena de abril avançou mais fortemente, assim como neste início de maio.
"Com o início tardio da moagem neste ano, somente na segunda quinzena de abril que o açúcar do tipo cristal começou a ser ofertado no mercado spot e em pequenas quantidades, visto que eram poucas as usinas que já tinham o produto", disse o Cepea em nota.
MERCADO INTERNO
O avanço da safra brasileira tem pressionado as cotações do açúcar do mercado spot. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, caiu 0,24%, negociado a R$ 135,11 a saca de 50 kg.
Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 153,18 a saca com alta de 1,06%, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 19,95 c/lb com queda de 0,35%.
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