Soja permanece em campo positivo e sobe forte de olho no clima dos EUA e esperando pelo USDA
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O mercado da soja continua subindo no pregão desta quarta-feira (11) na Bolsa de Chicago, acompanhando os mercados vizinhos - milho e trigo, além dos derivados da oleaginosa - e das demais commodities, com o petróleo subindo mais de 5% no início da tarde de hoje. Assim, perto de 13h05 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 15 e 19,50 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 16,07 e o agosto a US$ 15,64 por bushel.
A volatilidade continua, bem como a divisão do foco dos traders entre fundamentos e o caminhar do mercado financeiro, onde há muitas incertezas ainda rondando os investidores, levando-os a ativos mais seguros. No cenário fundamental, as atenções todas permanecem sobre o clima nos Estados Unidos, que deve apresentar melhores condições para o plantio nos próximos dias.
No entanto, o mercado espera pela confirmação destas condições para que o ritmo da semeadura, que é uma das mais lentas da história por conta do excesso de chuvas em diversas regiões-chave de produção de grão nos Estados Unidos.
"As previsões climáticas parecem mudar todos os dias e hoje os modelos mostram um padrão mais úmido até o final desta semana e início da próxima, especialmente para o noroeste do Corn Belt", explica o analista de mercado do portal americano SuccessfulFarming, Al Kluis.
O mapa abaixo, do NOAA - o serviço oficial de clima dos Estados Unidos - mostra que volumes intensos de chuvas ainda são esperados, nos próximos cinco dias - de 11 a 16 de maio - em estados como Minnesota, Wisconsin, partes de Iowa, Missouria, além das Dakotas.
Além do clima nos EUA, o mercado ainda monitora o financeiro, o comportamento da demanda e a espera pelo novo boletim mensal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será reportado nesta quinta-feira (12).
O reporte chega com todas as primeiras estimativas para a safra 2022/23, muito aguardadas pelos traders.
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