Soja fecha no vermelho em Chicago, mas dólar em alta segue dando oportunidade de negócios no BR
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A soja fechou o pregão desta quinta-feira (14) no vermelho na Bolsa de Chicago. Os futuros da oleaginosa, novamente, testaram os dois lados da tabela, porém, encerraram os negócios cedendo entre 7,75 e 13 pontos nas principais posições. O agosto ficou em US$ 14,71 e o novembro - contrato mais negociado agora - com US$ 13,41 por bushel.
Ainda na CBOT, o óleo também recuou e fechou o dia com mais de 1% de queda, enquanto o farelo subiu mais de 1% nesta quinta. O trigo também ficou no vermelho, enquanto o milho subiu.
"Mais um dia de grande volatilidade para as commodities", afirmou o diretor geral do Grupo Labhoro, Ginaldo de Sousa, destacando variáveis do quadro fundamental e do macrocenário para justificar mais um dia de sobe e desce dos preços.
Do lado do financeiro, "a guerra do Fed contra a alta inflação, reforçado pelo Livro Bege ontem, e pelos dados do IPP dos EUA, divulgados hoje pela manhã, causaram uma alta volatilidade no mercado de ações e nas commodities em geral". Já entre os fundamentos, o clima no Meio-Oeste americano permanece em evidência.
Os próximos dias e semanas deverão ser de tempo quente e seco, com chuvas abaixo e temperaturas acima da média no Corn Belt, o que segue trazendo preocupação para os produtores norte-americanos. "E a tendência é de que esse movimento persista nos próximos dias", explica Sousa. "A atualização do Drought Monitor, divulgado hoje, nos mostrou uma nova piora no sudoeste das planícies, o que, provavelmente, poderá reforçar a tendência de queda
das condições das lavouras de Soja e Milho. Notamos que houve uma leve melhora em algumas áreas do Cinturão-do-Milho, entretanto, não foram mudanças muito significativas", completa.
Os últimos mapas do NOAA - o serviço oficial de clima dos EUA - msotram que os períodos dos próximos 6 a 10 - 19 a 23 de julho - e 8 a 14 dias - 21 a 27 de julho - deverão ser de chuvas abaixo e temperaturas acima da média. As condições são esperadas para quase todo o país e preocupam, neste momento, principalmente, para o milho, que está definindo sua produtividade.
Frente a isso, o comportamento do produtor americano para a comercialização da nova safra de grãos dos EUA também vai se adequando. Os negócios são mais lentos agora, com os agricultores buscando avançar um pouco mais com a safra para entender o tamanho real de sua oferta.
MERCADO BRASILEIRO
No Brasil, o mercado segue atento à essa volatilidade toda na Bolsa de Chicago, porém, de olho também na nova alta do dólar frente ao real. A moeda americana fechou o dia com R$ 5,43 e ganho de 0,53%, o que continua sendo um colchão para os preços da soja no mercado nacional.
Com o apoio do câmbio, embora mais contidos, os negócios acontecem no país, principalmente nos portos, como relata o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting. "Que manda no mercado é o comprador e o comprador está querendo soja", diz. "E praticamente tudo o que está saindo é para a China".
No reporte de vendas semanais para exportação trazido pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mais cancelamentos de vendas de soja americana para a nação asiática foram informados e o importadores estão buscando o Brasil, que se tornou mais barato em relação ao produto americano.
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