Bolsonaro diz que Petrobras não precisa mudar política de preço dos combustíveis
![]()
Por Maria Carolina Marcello
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira que não é necessária uma mudança na política de preços da Petrobras para combater a alta nos valores dos combustíveis.
Bolsonaro argumentou, em entrevista ao canal Flow Podcast, no YouTube, que tem pouca margem para interferir na estatal, mas lembrou que trocou tanto o comando da empresa quanto do Ministério das Minas e Energia para conseguir baixar os preços.
"Agora, não precisa mudar o PPI", disse o presidente, ao comentar suas iniciativas para baixar o preço dos combustíveis.
Bolsonaro aproveitou, ainda, para elogiar o desempenho do Caio Mário Paes de Andrade na presidência da Petrobras -- o quarto ocupante do cargo desde o início do governo.
"Botamos o Caio, que era da equipe econômica do Paulo Guedes. Conversamos com ele: ‘Caio estuda o PPI, veja quando é que nasceu PPI’. Nasceu quando o preço do petróleo estava lá embaixo", explicou o presidente, acrescentando que a política servia para conter um endividamento da estatal.
"Estancou (a dívida)... o PPI não é o reajuste imediato. Então você pode ver, o trabalho do Caio, ele buscou uma maneira legal que baixou na refinaria já 35 centavos o litro da gasolina e já baixou 20 centavos o diesel. É pouco? Sei que é pouco, mas a tendência era uma curva ascendente. Então o trabalho do Caio, com responsabilidade, chegou nisso", defendeu.
A política de preços adotada pela Petrobras leva em conta o princípio o preço de paridade internacional (PPI), que inclui custos como frete de navios, custos internos de transporte e taxas portuárias. A formação dos preços dos combustíveis também considera uma margem para remuneração de riscos inerentes à operação, tais como volatilidade da taxa de câmbio e dos preços, sobreestadias em portos e lucro, além de tributos.
Na entrevista, o presidente também citou as reduções de impostos do governo federal que incidem sobre os combustíveis, e afirmou que já está combinado com a área econômica a manutenção de isenções tributárias.
"Já está acertado com a equipe econômica, nós vamos manter o desconto em impostos no ano que vem", disse, sem detalhar que tributos seriam abrangidos pela isenção.
0 comentário
Wall Street abre em alta após relatório de inflação de agosto
Ibovespa recua com dados de inflação em foco
Mendonça abriu inquérito contra Flávio por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão em caso "Dark Horse"
Ala do STF avalia que retirada de sigilo pode adiar julgamento sobre Moraes
Jovem Pan: PF diz que Vorcaro sabia de investigação antes de operação que o prendeu
Ações da China e de Hong Kong encerram semana em baixa por preocupações com juros do Fed