Bolsonaro repete Guedes e comemora previsão de deflação no trimestre
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BRASÍLIA (Reuters) - O presidente e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) comemorou a previsão de redução nos índices de preços nesta quarta-feira, a pouco mais de uma semana das eleições.
Em live nas redes sociais --o presidente pretende fazer transmissões não apenas à quintas-feiras, como de costume, mas sempre que possível nesta reta final na corrida eleitoral--, Bolsonaro disse ainda que a expectativa é que no fim do ano a inflação esteja "na casa de 6%".
"Está comprovado: teremos pelo terceiro mês consecutivo deflação no Brasil. Somando esses três últimos meses, nunca houve deflação tão grande como foi visto no Brasil. Isso influencia no preço dos alimentos, de tudo, né", disse o presidente na live.
Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o país terá o maior trimestre de deflação da história e que há revisões de crescimento da economia para cima, em abertura do 30º Congresso & ExpoFenabrave, na capital paulista.
Na transmissão desta quarta, Bolsonaro não comentou, no entanto, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros em 13,75%, interrompendo às vésperas da eleição presidencial o mais agressivo ciclo de aperto monetário desde o início do regime de metas para a inflação em 1999.
A decisão dividiu o Copom, que ponderou que não hesitará em retomar as altas nos juros se a redução da inflação não transcorrer como o esperado.
(Reportagem de Maria Carolina Marcello)
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