EUA ajustam sanções para ajudar iranianos a evitar vigilância e censura online
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Por Daphne Psaledakis e Simon Lewis
NOVA YORK (Reuters) - O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira orientações para expandir a gama de serviços de Internet disponíveis para os iranianos, apesar das sanções dos EUA ao país, em meio a protestos em todo o Irã após a morte de uma mulher de 22 anos que estava sob custódia policial.
Autoridades disseram que a medida ajudaria os iranianos a acessar ferramentas que podem ser usadas para contornar a vigilância e a censura do Estado, mas não impediria totalmente o governo Teerã de usar ferramentas de comunicação para reprimir a dissidência, como fez ao cortar o acesso à Internet para a maioria dos cidadãos na quarta-feira.
“Enquanto iranianos corajosos saem às ruas para protestar contra a morte de Mahsa Amini, os Estados Unidos estão redobrando seu apoio ao livre fluxo de informações ao povo iraniano”, disse o vice-secretário do Tesouro Wally Adeyemo.
"Com essas mudanças, estamos ajudando o povo iraniano a estar mais bem equipado para combater os esforços do governo de vigiá-los e censurá-los".
Adeyemo acrescentou que Washington continuará a emitir orientações nas próximas semanas.
A indignação pública no Irã pela morte de Mahsa Amini na semana passada não mostrou sinais de diminuir após dias de protestos em Teerã e em outras cidades, com manifestantes incendiando delegacias e veículos na quinta-feira e relatos de forças de segurança sendo atacadas.
O grupo de monitoramento de internet Netblocks disse na quinta-feira que uma nova interrupção da internet móvel foi registrada no Irã, onde o acesso às mídias sociais e a alguns conteúdos é fortemente restrito. A NetBlocks relatou uma interrupção "quase total" na conectividade à Internet na capital da região curda na segunda-feira, ligando-a aos protestos.
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