Crescimento econômico dos EUA é revisado para cima
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Por Lucia Mutikani
WASHINGTON (Reuters) - A recuperação da economia dos Estados Unidos da pandemia de Covid-19 foi muito mais forte do que se pensava inicialmente diante do enorme estímulo fiscal, de acordo com revisões divulgadas nesta quinta-feira, que também mostraram que a diferença entre duas medidas de crescimento diminuiu acentuadamente em 2021
O Produto Interno Bruto (PIB) aumentou 5,9% em 2021, disse o Departamento de Comércio em sua revisão anual dos dados do PIB. O número foi revisado para cima em relação ao crescimento de 5,7% relatado anteriormente.
A economia contraiu 2,8% em 2020, em dado revisado para cima de uma queda de 3,4% publicada anteriormente.
"A recessão pandêmica do quarto trimestre de 2019 até o segundo trimestre de 2020 foi um pouco menos acentuada do que o que está publicado atualmente", disse Erich Strassner, diretor associado de Contas Econômicas Nacionais do Escritório de Análise Econômica (BEA, na sigla em inglês) do Departamento de Comércio. "A recuperação a partir do segundo trimestre de 2020 foi um pouco mais forte."
As revisões para cima do PIB em ambos os anos refletiram em grande parte mais gastos do consumidor, exportações e gastos do governo federal do que o informado anteriormente.
Os gastos foram impulsionados por subsídios do governo a famílias e empresas como parte de um alívio de quase 6 trilhões de dólares desde o início da pandemia, em 2020.
O PIB, a medida padrão de crescimento econômico, é o valor dos bens e serviços produzidos nos Estados Unidos. A atividade econômica no país também é avaliada a partir dos rendimentos obtidos e dos custos incorridos na produção do PIB, expressos pela Renda Interna Bruta (GDI, na sigla em inglês).
As revisões mostraram a Renda Interna Bruta se recuperando em 5,5% em 2021, revisão para baixo dos 7,3% publicados anteriormente. Esse indicador recuou 2,3% em 2020, em vez de 2,9%, como inicialmente estimado. A revisão para baixo em 2021 refletiu revisões em vários componentes, incluindo receita líquida de juros, salários da indústria privada, renda dos proprietários e lucros corporativos.
A diferença entre a Renda Interna Bruta e o PIB, também conhecida como discrepância estatística, é a soma dos erros de medição na estimativa dos respectivos componentes do PIB e da Renda. A discrepância estatística havia aumentado acentuadamente antes desta revisão, atraindo a atenção de autoridades do Federal Reserve e economistas.
(Reportagem de Lucia Mutikani)
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