Dólar e Chicago pressionam quedas do milho na B3 nesta 2ªfeira
![]()
A segunda-feira (28) chega ao final com os preços futuros do milho contabilizando movimentações negativas na Bolsa Brasileira (B3). As principais cotações flutuaram na faixa entre R$ 90,25 e R$ 93,46.
O vencimento janeiro/23 foi cotado à R$ 90,25 com queda de 0,11%, o março/23 valeu R$ 93,46 com perda de 0,01%, o maio/23 foi negociado por R$ 92,53 com baixa de 0,20% e o julho/23 teve valor de R$ 90,31 com desvalorização de 0,38%.
Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 está caindo em função de Chicago mais fraca e do dólar recuando ante ao real.
“Os dois formadores do milho estão em queda. Além disso, hoje foi um dia que pouco se movimentou, o que pressionou um pouco e levou à liquidação na B3 neste momento”, explica Brandalizze.
No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho se movimentou pouco neste primeiro dia da semana, mas mais subiu do que caiu. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização apenas em Brasília/DF. Já as valorizações apareceram em Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Amambai/MS e Oeste da Bahia
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
De acordo com a análise diária da Agrifatto Consultoria, “no mercado físico do milho, o cereal teve dificuldades em sustentar o preço na sexta-feira e voltou a ser comercializado na média de R$ 85,50/sc em Campinas/SP”.
Ainda nesta segunda-feira, o Cepea divulgou sua nota semanal apontando que, enquanto as negociações nos portos seguem intensas desde o início deste mês, impulsionadas pela maior demanda externa, no interior do País, a liquidez tem sido baixa.
“Isso porque, atentos às valorizações nos portos e à espera de novas altas nos preços, agricultores priorizam as vendas ao mercado externo e limitam a disponibilidade no spot nacional. Esse cenário, somado à maior presença de compradores, vem elevando os valores do milho. A demanda mais aquecida nos portos brasileiros ocorre mesmo em período de colheita nos Estados Unidos. Assim, a maior procura externa é influenciada pela oferta global enxuta, tendo em vista problemas climáticos no Hemisfério Norte, que reduziram a oferta, e o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que resulta em limitações da logística no Mar Negro”.
A publicação aponta também que, “por sua vez, os estoques brasileiros confortáveis e a expectativa de safra verão volumosa estimulam produtores a negociarem o milho para exportação. Com isso, até a terceira semana de novembro (considerando-se 12 dias úteis), os embarques brasileiros já superaram o volume escoado em todo o mês de novembro do ano anterior”.
Mercado Externo
Já Bolsa de Chicago (CBOT), que também abriu o dia recuando, se equilibrou mais ao longo da segunda-feira e encerrou as atividades com movimentações próximas da estabilidade e em campo misto para os preços internacionais do milho futuro.
O vencimento dezembro/22 foi cotado à US$ 6,68 com alta de 0,75 pontos, o março/23 valeu US$ 6,71 com estabilidade, o maio/23 foi negociado por US$ 6,69 com perda de 0,25 pontos e o julho/23 teve valor de US$ 6,64 com estabilidade.
Esses índices representaram estabilidade, com relação do fechamento da última sexta-feira (25), para o dezembro/22, para o março/23 e para o julho/23, além de baixa de 0,15% para o maio/23.
Segundo informações do site internacional Successful Farming, Al Kluis, da Kluis Commodity Advisors, disse que os casos de COVID estão aumentando na China e isso é visto como uma má notícia para os mercados de energia e grãos.
“Protestos eclodiram na semana passada contra a política de COVID-zero da China depois que 10 pessoas morreram em um incêndio em um apartamento na cidade de Urumqi. Especula-se que os bloqueios do COVID impediram as pessoas de sair, mas as autoridades negam a afirmação. A polícia está agora presente e revistando pessoas em locais de protesto em Xangai e Pequim”, pontua a publicação.
0 comentário
Cotações do milho fecham semana volátil em Chicago com mercado de olho no Oriente Médio
Foco do mercado na comercialização da soja mantém cotações do milho lateralizadas no Brasil
Entre guerra e custos altos, milho deve perder espaço nos EUA e provocar reação nos preços
Milho: Mercado fecha 5ª feira com estabilidade na Bolsa de Chicago e na B3
Milho fecha em alta em Chicago, enquanto B3 termina o dia em campo misto nesta 3ª
Preços do milho sobem em Chicago nesta 3ª feira, enquanto B3 caminha de lado