Soja lidera altas em movimento generalizado de avanço das agrícolas com Trump rejeitando reposta do Irã
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Os mercados internacionais começam mais uma semana com intensa volatilidade, insegurança e os conflitos no Oriente Médio ainda sem solução. Assim, nesta segunda-feira (11) as commodities agrícolas operam com boas altas, em um movimento quase generalizado, acompanhando a nova disparada do petróleo, mais uma vez. A soja e o farelo negociados na Bolsa de Chicago lideram os ganhos, com apenas o café e o algodão caminhando, por enquanto, na contramão das demais.
O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio ganhou força depois de o Irã rejeitar a resposta apresentada pelos Estados Unidos sobre os conflitos na região, reacendendo os temores de escalada da crise e possíveis impactos sobre a oferta global de energia. Na sequência, Donald Trump rejeitou a resposta iraniana ao plano de paz e os futuros do petróleo, tanto brent, quanto WTI, voltaram a subir forte.
"Não gosto disso - TOTALMENTE INACEITÁVEL", escreveu Trump na plataforma Truth Social, sem dar mais detalhes.
Perto de 7h20 (horário de Brasília), as cotações tinham, respectivamente, 2,09% e 2,1% de alta, com os barris cotados a US$ 97,40 e US$ 103,43. No mesmo momento, os preços da soja subiam mais de 10 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 12,20 e o agosto a US$ 12,14 por bushel. No farelo, altas de mais de 1,4% e no óleo, de 0,6%.
Entre os grãos, o trigo subia quase 1% nesta manhã de segunda-feira e o milho, mais de 0,8%, cotados a, respectivamente, US$ 6,24 e US$ 4,75 por bushel.
O ambiente de aversão ao risco e da valorização generalizada das commodities, portanto, mais uma vez se estabelecia neste começo de semana, puxando também os futuros do açúcar negociados na Bolsa de Nova York, com altas de quase 0,5% nos principais vencimentos. O cacau também trabalha em campo positivo nesta segunda-feira. Café e algodão já registraram alguns ganhos mais cedo, porém, voltaram a ceder, se ajustando antes de novas notícias.
A correlação entre energia e commodities agrícolas voltou a ficar evidente nesta sessão. Com o petróleo mais caro, aumentam as expectativas sobre a demanda por biocombustíveis, especialmente biodiesel e etanol, fortalecendo o complexo soja e também o milho. Analistas destacam ainda que o cenário geopolítico mantém os investidores atentos às condições logísticas no Oriente Médio, principalmente na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e fertilizantes.
Entre os grãos, há ainda a espera pelo novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) traz nesta terça-feira, 12 de maio, com suas primeiras projeções para a safra 2026/27.
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