Colômbia confirma quebra de 1 milhão de sacas no arábica, mas safra atinge valores recordes
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A Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC) voltou a afirmar que a safra de arábica de Colômbia em 2022 se consolida com quebra de cerca de um milhão de sacas em relação ao ciclo anterior, ficando abaixo de 12 milhões de sacas. Mas, do lado financeiro, em um ano marcado por bastante instabilidade para os preços, a safra no país vizinho atingiu valores recordes.
A informação foi divulgada por Roberto Vélez, presidente da FNC, com valor de US$ 14,5 bilhões. Ainda de acordo com a Federação, no período entre janeiro e setembro, o preço médio de compra pela FNC ultrapassou o valor de US$ 2.440.000, também o maior da história. Já em relação aos prêmios de café especial o valor pago chegou a US$ 32.684 milhões.
Os números de exportação da FNC mostram que até o mês de outubro, os embarques atingiram valor de US$ 3.748 milhões, 36,7% a mais que no mesmo período de 2021. Chamando atenção ainda para 49 novos clientes e abertura de três novos mercados. O café colombiano este ano chegou a 41 destinos até setembro de 2022.
"Isso resultou na comercialização de 1,4 milhão de sacas de 60 kg por mais de US$ 490 milhões, 34% a mais que em 2021", afirma o comunicado oficial. A comercialização de cafés produzidos sob padrões de sustentabilidade em 223.643 fazendas se traduziu em prêmios e reembolsos de US$ 35.955 milhões.
Desafios: Renovação do parque cafeeiro e pressão com safra do Brasil
A baixa na produção é uma consequência das condições climáticas adversas que também atingiu o segundo maior produtor de café arábica do mundo. Enquanto no Brasil o La Niña reduziu a precipitação nos últimos dois anos no parque cafeeiro, no país vizinho o excesso de água comprometeu a safra.
A FNC ressalta ainda o baixo índice de renovação das lavouras de arábica. Inclusive, recentemente a entidade fez um chamado urgente para renovação do parque cafeeiro, com a expectativa de recuperação na produção. "São desafios importantes para o futuro, uma vez que a última prática depende em grande parte medida para manter um volume de produção estável e melhorar os indicadores como a produtividade", afirma.
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Com relação ao mercado, destacou a expectativa de uma safra alta para o Brasil no ano que vem, o que já pressiona os preços na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Neste sentido, a FNC acredita que apostar na qualidade e na sustentabilidade, com os consequentes prémios, são para os produtores uma boa oportunidade de se protegerem dos altos e baixos da preços.
"Continua sendo um desafio para a indústria global reconhecer a produtores uma renda digna não só para garantir a sustentabilidade de todo o cadeia, mas para permitir que eles prosperem. Em tempos de alta de preços como o atual, é fundamental que os produtores honrem seus compromissos de entrega futura", afirma.
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