Depois de sentir pressão da chuva, arábica testa recuperação nesta manhã em NY
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O mercado futuro do café arábica abriu as negociações desta quinta-feira (8) testando novas altas na Bolsa de Nova York (ICE Future US). O café tenta avançar após ser pressionado pela previsão de chuva no Brasil nos próximos dias. Mesmo em dias de leves altas, os negócios continuam travados com o produtor aguardando melhores preços para vendas.
"Fundos e especuladores com interesses de curto prazo, aproveitam as intensas chuvas que continuam caindo em diversas regiões produtoras de café no Brasil, para derrubarem as cotações em NY", destacou a última análise do Escritório Carvalhaes.
Por volta das 08h51 (horário de Brasília), março/23 tinha alta de 100 pontos, negociado por 161,20 cents/lbp, maio/23 tinha valorização de 105 pontos, cotado por 161,95 cents/lbp, julho/23 tinha alta de 85 pontos, valendo 162,20 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon também tentava avançar nesta manhã. Março/23 tinha alta de US$ 15 por tonelada, valendo US$ 1883, maio/23 tinha alta de US$ 14 por tonelada, cotado por US$ 1859, julho/23 tinha valorização de US$ 13 por tonelada, cotado por US$ 1840 e setembro/23 tinha baixa de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 1817.
A safra 2022 de café tipo conilon é considerada positiva pelo setor. Os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sinalizam recorde, com acréscimo de 10,3% em relação ao ciclo anterior, estimada em 22 milhões de sacas. No mercado, analistas afirmam que operadores trabalham com uma safra de aproximadamente 24 milhões de sacas.
"Tem café ainda no interior. O problema é que nós temos café subindo no final do ano, chuva na região produtora dificultando a logística e a virada do ano fiscal daqui 20 dias, então quem tem que vender esperar para janeira para se ter mais 12 meses para administrar o fluxo fiscal da venda", complementa Marcus Magalhães.
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