Cotações no mercado do café caem neste início de tarde em NY e Londres, com previsão de chuva e maior oferta
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As cotações no mercado do café apresentavam queda no início da tarde desta quinta-feira (8), tanto na Bolsa de Nova York quanto na de Londres. De acordo com o Analista de Mercado e Diretor da Pharos Consultoria, Haroldo Bonfá, "essa chuva que todo mundo falava que não iria chegar, está sim sendo prevista". "O mercado está animado, achando que vai ter bastante café, e também há uma expectativa antecipada com números que devem ser divulgados pelo Cecafé, com previsão de serem exportadas acima de 3 milhoes e meio de sacas", complementou Bonfá.
O mercado futuro do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Future US), apontava por volta das 12h39 (horário de Brasília), o contrato de março/23 com queda de 220 pontos, negociado por 158,00 cents/lbp, maio/23 tinha baixa de 225 pontos, cotado por 158,65 cents/lbp, julho/23 tinha retração de 245 pontos, valendo 158,90 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o café tipo conilon para o vencimento de março/23 tinha queda de US$ 1 por tonelada, valendo US$ 1867, maio/23 ficou estável em US$ 1845, julho/23 tinha desvalorização de US$ 4 por tonelada, cotado por US$ 1823 e setembro/23 tinha baixa de US$ 4 por tonelada, valendo US$ 1813.
A safra 2022 de café tipo conilon é considerada positiva pelo setor. Os números da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) sinalizam recorde, com acréscimo de 10,3% em relação ao ciclo anterior, estimada em 22 milhões de sacas. No mercado, analistas afirmam que operadores trabalham com uma safra de aproximadamente 24 milhões de sacas.
"Tem café ainda no interior. O problema é que nós temos café subindo no final do ano, chuva na região produtora dificultando a logística e a virada do ano fiscal daqui 20 dias, então quem tem que vender esperar para janeira para se ter mais 12 meses para administrar o fluxo fiscal da venda", complementa Marcus Magalhães.
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