Ações do Brasil nos Emirados Árabes Unidos reforçam seu papel na garantia da segurança alimentar global
Estar nos Emirados Árabes Unidos é ter a oportunidade de ver com os próprios olhos um dos principais canais de crescimento acontecendo em tempo real. Estar na Gulfood, a maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, uma das maiores do mundo, mais ainda. Afinal, o encontro acontece desde 1987 tratando de um dos assuntos que movem a humanidade e sua evolução: hábitos alimentares.
Mais do que entender como e do que as pessoas se alimentam, líderes espalhados pelo planeta seguem discutindo de maneira constante todas as questões ligadas à segurança alimentar. E o papel do Brasil, como é sabido, é determinante para esta segurança. Em 13 anos, eu já noticiei mais de uma vez que a produção agrícola mundial precisa crescer cerca de 20% até 2050 para atender a toda a população. E para que o mundo cresça estes 20%, é preciso que o Brasil cresça 40% no mesmo intervalo.
Estar na Gulfood é registrar isso de perto. É noticiar países do mundo todo querendo fazer negócios com o Brasil. Mais do que isso é ver o mundo todo querendo fazer negócios com nossa capacidade, competência, entrega, comprometimento, sustentabilidade, estabilidade, frequência. É o mundo todo querendo garantir oferta de qualidade, produzida com respeito às pessoas, ao meio ambiente, à tradições, à práticas religiosas, à diversidade.
Estar na Gulfood foi confirmar que já entregamos estes resultados ao planeta independente de governos e apesar deles. Entregamos estes resultados fazendo agricultura e pecuária em um país de clima tropical, com desafios redobrados, mas coragem e resiliências triplicadas! Entregamos isso apesar de quaisquer rótulos equivocados que nossos concorrentes tentem nos colocar.
Estar na Gulfood, estar em Dubais, estar nos Emirados Árabes Unidos, estar pelo mundo é entender, vendo de fora, mas estando do lado de dentro, que sim, temos que continuar aprimorando nossa comunicação, mas que somos demandados apesar dela. Sermos mais eficientes nesse elo da cadeia só nos tornará ainda mais presentes, espalhados mundo a fora.
O importante é saber que, entre desafios e oportunidades, o Brasil é visto com outros olhos por seus clientes estrangeiros. Não a toa, somente em 2022, nossas exportações para o Oriente Médio somaram US$ 17,18 bilhões, ou 5,14% de todas as vendas externas do Brasil.
Construída em cima de um deserto, em condições climáticas bastante agressivas, a garantia de alimento de qualidade, sempre presente é prioridade número zero. A valorização é multiplicada por 100. E o Brasil está pronto para ser vetor dessa garantia. Para Dubai, para os Emirados, e para o mundo.
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