Indicador antecedente de emprego tem pico de 5 meses em março, mas cautela prevalece, diz FGV
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Por Camila Moreira
SÃO PAULO (Reuters) - O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil subiu em março e atingiu o nível mais alto em cinco meses, embora a cautela ainda esteja presente, de acordo com os dados divulgados nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, subiu 1,7 ponto em março e atingiu 76,4 pontos, maior nível desde outubro do ano passado (79,8).
"Pelo segundo mês consecutivo, o IAEmp avançou, mas ainda sem conseguir afastar a percepção de cautela. Os últimos resultados positivos são insuficientes para compensar a queda ocorrida na virada de ano", disse em nota Rodolpho Tobler, economista da FGV Ibre.
Segundo ele, o patamar do indicador permanece historicamente baixo, o que sugere que altas recentes estariam mais associadas a uma acomodação do que uma reversão de tendência.
"As perspectivas macroeconômicas no curto prazo continuam desafiadores e devem continuar limitando uma melhora expressiva do indicador e do mercado de trabalho", completou Tobler.
Os componentes do IAEmp mostram que os destaques positivos em março foram os indicadores de Tendência dos Negócios e de Emprego Previsto da Indústria, que contribuíram com 1,4 e 1,0 ponto.
Por outro lado, o indicador de Emprego Previsto de Serviços caiu 0,7 ponto, e o de Situação Atual dos Negócios da Indústria caiu 0,5 ponto.
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