Biden pede que republicanos descartem default da dívida e alerta para aumento de taxas de juros
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Por Jeff Mason e Andrea Shalal
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu nesta segunda-feira que o presidente da Câmara dos Deputados, Kevin McCarthy, tire da mesa a possibilidade de um default sem precedentes da dívida norte-americana, alertando que isso resultaria em taxas disparadas de cartões de crédito e hipotecas.
"A América não é uma nação caloteira. Nunca, jamais deixamos de pagar a dívida", disse Biden em um pequeno evento empresarial na Casa Branca.
Ele afirmou que a ameaça de calote de alguns republicanos no Congresso era "totalmente irresponsável" e que era essencial tirar essa ameaça "da mesa".
"Isso levaria a taxas de juros mais altas, taxas de cartão de crédito mais altas, taxas de hipotecas em disparada", disse Biden.
"A coisa mais imediata que podemos fazer é garantir a confiança contínua de nossa economia e do sistema financeiro. A coisa mais importante que temos a fazer nesse sentido é garantir que a ameaça do presidente da Câmara de default da dívida nacional esteja fora da mesa", acrescentou.
A Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou na quarta-feira por margem estreita um projeto de lei para aumentar o teto da dívida de 31,4 trilhões de dólares do governo que inclui cortes radicais de gastos na próxima década. Embora não se espere que o projeto de lei obtenha a aprovação do Senado, McCarthy busca atrair Biden para negociações sobre corte de gastos, mesmo quando a Casa Branca e os democratas do Congresso insistem em um aumento do limite da dívida sem restrições.
(Reportagem de Jeff Mason, Steve Holland e Andrea Shalal em Washington e Emily Rose em Jerusalém)
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