UBS troca vice-presidente de finanças, mantém presidente do Credit Suisse
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Por Oliver Hirt e Tomasz Janowski
ZURIQUE (Reuters) - O UBS Group anunciou nesta terça-feira que o presidente-executivo do Credit Suisse, Ulrich Koerner, vai continuar no grupo após a aquisição do rival como parte da nova equipe de liderança do grupo combinado.
O UBS também promoveu Todd Tuckner, atual chefe de finanças da área de gestão de fortunas, para a vice-presidência financeira do grupo, sucedendo Sarah Youngwood, que decidiu renunciar após a conclusão do acordo, um ano depois de ingressar no posto.
O UBS comprou o Credit Suisse como parte de um plano de resgate orquestrado pelo governo suíço depois que as turbulências no setor bancário levaram o segundo maior banco da Suíça à beira do colapso.
Além de Koerner, que passou uma década no UBS antes de retornar ao Credit Suisse em 2021, o presidente-executivo do UBS, Sergio Ermotti, montou uma equipe de executivos em grande parte formada por membros do UBS. Algumas reportagens na imprensa tinham especulado que uma série de executivos do Credit Suisse assumiriam postos importantes da companhia combinada.
"A nova liderança sob o comando do presidente-executivo Sergio Ermotti claramente reflete o fato de que o UBS comprou o CS. Há menos mudanças que o esperado", disse Andreas Venditti, analista do Vontobel.
Sobre o papel de Koerner, o UBS informou que o executivo será responsável pela continuidade operacional e foco no cliente do Credit Suisse, enquanto apoia a integração do banco à estrutura do UBS. Não ficou claro se ele continuará no grupo após a conclusão da integração.
A atenção dos investidores agora se volta para os planos estratégicos do grupo combinado.
O UBS reiterou que vai avaliar todas as opções para os negócios do Credit Suisse na Suíça - que atualmente são formados por gestão de fortunas e commercial e investment banking - e que vai "fazer atualizações sobre este assunto nos próximos meses".
O UBS precisa agir rápido dado o fato de que o Credit Suisse é estruturalmente deficitário, afirmou uma fonte.
A Reuters publicou na semana passada que as opções sob consideração para a área incluem uma venda ou uma oferta pública inicial de ações da unidade doméstica do Credit Suisse.
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