Açúcar: Futuros em NY amenizam ganhos, mas seguem operando do lado positivo da tabela
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Embora mais tímidas, as altas entre os preços do açúcar continuam a ser registradas na Bolsa de Nova York nesta segunda-feira (12). Por volta de 12h50 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 0,6% e 1% entre as posições mais negociadas, levando o julho a 25,54 e o outubro a 25,20 cents de dólar por libra-peso. Mais cedo, os ganhos passavam de 2%.
O mercado segue encontrando suporte nas condições ajustadas de oferta do adoçante.
Embora as expectativas sigam indicando uma boa safra 2023/24 no Brasil, as origens asiáticas preocupam e,com um mercado já vivenciando um momento de oferta do adoçante bastante ajustado, as atenções se voltam para estes países. Analistas internacionais destacam as chuvas abaixo do normal e a probabilidade de uma seca na Índia encurtando ainda mais o volume disponível de açúcar no mundo.
"O mês de julho é o mais úmido e o mais importante para as safras na Índia e se julho não registrar essas boas chuvas não há como recuperar o potencial das lavouras. E as previsões indicam chuvas abaixo da média para o próximo mês e a pior temporada das monções desde 2002", explicam analistas ouvidos pelo portal internacional Barchart.
Além disso, o país já informou que deverá limitar seus embarques de açúcar até o primeiro semestre de 2024 diante desta situação, que poderia se agravar, inclusive, com a chegada do El Niño. A Índia é o segundo maior exportador mundial do produto.
“Em qualquer safra de açúcar, leva pelo menos alguns meses para ter uma ideia clara sobre a produção, e é por isso que vamos esperar até que haja um cenário absolutamente claro sobre a produção”, disse à Reuters um funcionário do governo que não quis se identificar."No que diz respeito às exportações, não teremos pressa alguma."
No paralelo, os traders permancem atentos ao comportamento do mercado financeiro, da demanda e, claro, do mercado de petróleo. E nesta segunda, caem os futuros tanto do brent, quanto do WTI.
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