Rússia está investigando se agências ocidentais estavam envolvidas em motim, diz Lavrov
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MOSCOU (Reuters) - Os serviços de inteligência russos estão investigando se as agências de espionagem ocidentais desempenharam um papel no motim de combatentes mercenários do grupo Wagner no sábado, disse o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, segundo a agência de notícias Tass, nesta segunda-feira.
Em entrevista à emissora russa RT, Lavrov disse que a embaixadora dos Estados Unidos no país, Lynne Tracy, conversou com representantes russos no domingo e deu "sinais" de que os EUA não estavam envolvidos no motim, mas que torcia que o arsenal nuclear da Rússia fosse mantido em segurança, disse a Tass.
Ele também citou Tracy dizendo que o motim é um assunto interno da Rússia.
Vários líderes ocidentais disseram que o incidente mostra que a instabilidade está crescendo na Rússia como resultado da decisão do presidente Vladimir Putin de enviar suas forças armadas para a Ucrânia no início do ano passado.
Questionado se havia alguma evidência de que os serviços de inteligência ucranianos e ocidentais estavam envolvidos no motim, Lavrov respondeu:
"Trabalho em um departamento que não coleta provas sobre ações ilegais, mas temos essas estruturas e garanto que eles já entendem isso."
Dúvidas sobre o futuro do Wagner levantaram questões sobre se o grupo continuará suas operações em países africanos como Mali e a República Centro-Africana, onde suas forças desempenharam um papel importante em conflitos internos de longa data.
Desde que a guerra na Ucrânia minou os laços e o comércio da Rússia com o Ocidente, o Kremlin também tem enfatizado seu compromisso com a África.
Lavrov disse à RT que Mali e a RCA mantiveram contatos oficiais com Moscou paralelamente a suas relações com Wagner, acrescentando: "Várias centenas de militares estão trabalhando na RCA como instrutores; este trabalho, é claro, continuará".
Lavrov também disse que as alegações ucranianas de que a Rússia planeja encenar um ataque envolvendo uma liberação de radiação na usina nuclear de Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia, são "absurdas", informou a Tass.
(Por Reuters)
((Tradução Redação São Paulo, +55 11 5047-3075)) REUTERS FC ES IV
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