CNA levanta custos de borracha natural, grãos, café e pecuária de corte
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto Campo Futuro, promoveu nessa semana painéis de levantamento de custos de produção da borracha natural, grãos, café e pecuária de corte nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rondônia.
Os encontros foram realizados com o apoio das federações estaduais de agricultura, sindicatos rurais, centros de pesquisas e contaram com a participação de produtores rurais, técnicos e cooperativas para a coleta de informações das atividades pesquisadas.
Confira os principais resultados dos painéis:
Borracha natural – O levantamento de custos da borracha natural ocorreu em São Paulo. No município de Monte Aprazível, foi definida uma propriedade modal com 6 hectares de produção, produtividade de 2.380 quilos de coágulo por hectare ao ano, sendo que o ciclo de produção da cultura é de 50 anos. O item que mais tem onerado o produtor nesse modelo é a mão de obra.
Segundo a assessora técnica da CNA, Eduarda Lee, em Barretos, a propriedade modal possui cerca de 20 hectares, com produtividade de 2.250 quilos de coágulo por hectare ao ano e ciclo de produção de 40 anos. A mão de obra também é o item que mais pesa no custo de produção nessa região.
Grãos (soja e milho) – Os custos de produção de soja e milho da safra 2022/2023 foram analisados em Campo Florido, Minas Gerais. A produtividade média para a soja foi de 65 sacas por hectare e para o milho segunda safra de 100 sacas/ha.
O assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, afirmou que no período analisado, os custos com herbicidas para o milho mais que dobraram. Para a soja, a alta foi de 67% em relação ao período anterior. Para os fertilizantes, a alta foi de 55% para a soja.
Café conilon – O levantamento de dados foi realizado no município de Jaguaré, no Espírito Santo. A propriedade modal da região foi caracterizada com 20 hectares de área produtiva, cultivo irrigado e condução semimecanizada.
A assessora técnica da CNA, Raquel Miranda, informou que, como novidade para esse modal, os participantes indicaram o uso de bioinsumos, que atrelados a defensivos convencionais, fazem parte do manejo integrado para controle de pragas, trazendo maior eficiência para o controle da broca do cafeeiro, cochonilha e nematoides.
Em comparação com o levantamento dos custos realizado em 2022, os desembolsos com os principais componentes do custo de produção sofreram aumentos de 15% com mão-de-obra, 8% com mecanização e 69% com irrigação. Os desembolsos com fertilizantes recuaram 43%, e com os defensivos, 6%, possibilitando uma redução de 5% no total dos desembolsos diretos.
Pecuária de corte – Os painéis de pecuária de corte foram realizados em Cacoal e Vilhena (Rondônia). Em Cacoal, o sistema analisado foi de cria (produção de bezerros), levando em consideração uma propriedade com 80 matrizes e área total de 100 hectares.
Nesse sistema, o item de maior peso no Custo Operacional Efetivo (COE) foi a suplementação mineral (25,93%), seguida pelas despesas administrativas, impostos fixos, energia e juros com 19,75% e mão de obra (16,40%). Em Vilhena, a referência também foi uma propriedade de cria, com 150 matrizes e área total de 335 hectares. A suplementação mineral foi o item de maior peso no COE, com 25,15%.
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